ELEIÇÕES 2026 25.09.2026 | 14h20

pablo@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Os setores da saúde pública, a segurança para as mulheres e as diretrizes de gestão fiscal foram o centro das atenções dos programas eleitorais dos candidatos ao governo do Estado nesta sexta-feira (25). Entre relatos pessoais, acenos às realizações municipais e duras críticas ao atual modelo de benefícios fiscais, os postulantes tentaram sensibilizar o eleitorado a poucos dias do pleito.
A candidata Doutora Natasha (PSD) abriu o seu tempo na propaganda apelando para o apelo emotivo e sua trajetória pessoal, ao relembrar as dificuldades para engravidar em decorrência de um quadro de endometriose. Ao longo do programa, Natasha relacionou sua experiência de vida aos gargalos da saúde pública mato-grossense, focando a ausência de maternidades regionais e o déficit de vagas em creches pelo estado.
"Vocês sabiam que a Tia Natasha demorou muito para ser mãe? (...) O meu sonho como governadora é que todas as crianças tenham as mesmas oportunidades que as minhas filhas tiveram", afirmou a candidata. A pautação feminina seguiu com críticas ao índice de violência contra a mulher no estado.
Entre as propostas apresentadas por Natasha estão a construção de maternidades regionais, o aumento do efetivo policial, a ampliação da Patrulha Maria da Penha e a meta de alfabetização infantil até o segundo ano do ensino fundamental.
O governador Otaviano Pivetta (União) focou seu programa no conceito de experiência administrativa e continuidade da atual gestão. Exibindo o apoio ostensivo do ex-governador Mauro Mendes (União), a propaganda destacou as transformações urbanas e sociais promovidas por Pivetta durante suas passagens pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde.
"Tem que ter coração. Não se faz gestão pública sem sentimento, sem se colocar no lugar do próximo", disse Pivetta no programa. Mauro Mendes reforçou o discurso de alinhar a máquina pública à experiência de gestão. "Eu não tenho dúvida de que o Pivetta vai manter o estado numa direção correta e, agora, vai liderar o estado e fazer o melhor governo da história", declarou Mendes.
O programa do candidato também exaltou a retomada do Hospital Central e a meta de entregar 60 mil casas populares nos próximos quatro anos.
Em tom de oposição, o candidato Wellington Fagundes (PL) abriu seu espaço questionando a política de incentivos fiscais do estado, alegando que dezenas de grandes empresas teriam recebido bilhões de reais em isenções nos últimos anos. O liberal usou esses números para contrastar com os problemas vivenciados na saúde pública estadual, como a espera por cirurgias e consultas especializadas.
"No meu governo, isso vai ser corrigido! Dinheiro, nosso estado tem! O que falta é a gestão na saúde! Comigo, isso vai ser diferente!", disparou Wellington Fagundes. A propaganda de Wellington resgatou ações e articulações da sua trajetória política, destacando a atuação na expansão de hospitais e institutos federais, além de vincular sua candidatura ao apoio expresso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além dos candidatos com espaço na televisão e no rádio, a disputa pelo Governo de Mato Grosso conta com os Rafaell Milas (Missão), Sargento Lauricério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza), que não dispõem de tempo no horário eleitoral gratuito em razão das regras da cláusula de barreira, que restringem o acesso de partidos sem representatividade parlamentar mínima aos fundos públicos e ao tempo de TV.
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