FALA POLÊMICA 02.09.2026 | 12h41

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O ex-líder do governo Mauro Mendes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), voltou a subir o tom contra o grupo do ex-governador e criticou a declaração de que prefere “trair o partido” a “trair o povo”. A fala de Mauro ocorreu durante entrevista à TV Vila Real, na última segunda-feira (31), durante o debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso.
Em conversa com a imprensa, Dilmar classificou a declaração como “infeliz” e rebateu diretamente a justificativa apresentada pelo ex-governador. Para o deputado, a fidelidade partidária não pode ser colocada em segundo plano conforme as circunstâncias políticas.
“Foi uma fala infeliz, até porque não tem uma lógica nisso. O partido é para pessoas participarem. Eu acompanho o partido como um casamento de pessoas de bem que estão juntas, se unindo num propósito de ajudar o desenvolvimento de um país, de um estado, de um município. Eu acho que eu jamais faria isso, tanto que a minha atitude foi a de não trair o meu partido”, afirmou.
Dilmar foi ainda mais direto ao comentar a declaração de Mauro e defendeu que quem escolhe uma legenda precisa respeitar os compromissos assumidos com ela.
“Eu acho que a fala do ex-governador Mauro Mendes foi infeliz nessa colocação de que seria mais fácil trair o partido. Eu acho que não é por aí. Eu acho que a gente tem que ser leal aonde a gente está”, disparou.
A nova crítica de Dilmar ocorre em meio ao distanciamento do deputado em relação ao grupo político de Mauro. Em 30 de julho, durante a convenção do União Brasil, em Cuiabá, o parlamentar já havia causado desconforto ao confrontar correligionários que optaram pelo apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos), em vez de defender uma candidatura própria do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, encabeçada pelo senador Jayme Campos.
Na presença de Mauro Mendes, Dilmar afirmou que era a primeira vez que via “um partido trair o partido”. A declaração provocou reação no evento e foi seguida por aplausos dos convencionais.
O episódio chegou a colocar em xeque a permanência de Dilmar na liderança do governo na Assembleia. Após a repercussão, o deputado afirmou que deixaria nas mãos de Pivetta a decisão sobre sua continuidade na função.
Com a retomada das atividades legislativas, no entanto, a crise foi contornada. Em conversa com o
, Dilmar afirmou que Adejaime Ramos o procurou e garantiu que ele continuaria na liderança, sem qualquer retaliação pelas declarações feitas durante a convenção.
Mesmo mantido no cargo, Dilmar agora volta a confrontar o grupo de Mauro, desta vez usando justamente o discurso de lealdade partidária para rebater o ex-governador. O embate expõe uma fissura cada vez mais evidente dentro do União Brasil em meio à disputa pelo Governo de Mato Grosso.
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