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atrito com advogados 18.12.2025 | 15h15

Associação reforça postura regular e se solidariza com juíza presidente no júri

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Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) manifestou solidariedade à juíza Mônica Catarina Perri, alvo de acusações de advogados durante júri popular na segunda-feira (15). Na oportunidade, foi divulgado vídeo onde a magistrada diz “ a OAB que se dane”. A instituição afirmou que a declaração foi descontextualizada e a conduta da presidente do Tribunal do Júri regular.


Após tumulto durante o primeiro dia de julgamento do investigador Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, réu pela morte do policial militar Thiago Ruiz, o júri foi suspendo e remarcado para maio de 2026. No dia seguinte ao fato, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) realizou ato na frente do fórum e cobrou respeito às prerrogativas da categoria.


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“A AMAM lamenta que atos processuais tenham ganhado espaço no debate público de forma controversa, colocando em evidência a atuação de uma magistrada e a questão das prerrogativas profissionais”, diz trecho da AMAM.


O tumulto no júri foi protagonizado pela juíza, titular da Primeira Vara Criminal já 20 anos, e os advogados do réu.


A OAB divulgou o vídeo em que a magistrada se exalta com os juristas. Contudo, áudio da sessão mostram servidores dizendo que os advogados estavam sendo “agressivos” com a magistrada.


“Por fim, a AMAM reafirma seu respeito e apoio à magistrada, assim como reitera o devido respeito à advocacia e à OAB, e espera poder contribuir para a pacificação deste conflito, na busca concreta pelo respeito ao sistema de Justiça, aos seus integrantes e, acima de tudo, aos jurisdicionados, que buscam nas instituições o amparo aos seus direitos e a paz social”, finaliza a mensagem.


Veja nota na íntegra
A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) vem a público manifestar apoio à magistrada Mônica Catarina Perri Siqueira em relação ao ocorrido por ocasião do Tribunal do Júri presidido pela juíza, na segunda-feira (15.12.2025).

 

As declarações feitas pela magistrada foram descontextualizadas. Isso porque a magistrada teria advertido os advogados de defesa de que deveriam manter o respeito ao decoro processual e à solenidade do júri, antes de acionar a OAB.

A AMAM lamenta que atos processuais tenham ganhado espaço no debate público de forma controversa, colocando em evidência a atuação de uma magistrada e a questão das prerrogativas profissionais.

 

Consigna-se que a magistrada agiu no exercício regular de suas atribuições e deveres legais, em consonância com o princípio da preservação da dignidade da Justiça, não cabendo à opinião pública ou à esfera associativista dirimir sobre eventuais descumprimentos de suas funções jurisdicionais.

 

Por fim, a AMAM reafirma seu respeito e apoio à magistrada, assim como reitera o devido respeito à advocacia e à OAB, e espera poder contribuir para a pacificação deste conflito, na busca concreta pelo respeito ao sistema de Justiça, aos seus integrantes e, acima de tudo, aos jurisdicionados, que buscam nas instituições o amparo aos seus direitos e a paz social.

Cuiabá-MT, 17 de dezembro de 2025.

 

Juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
Presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (AMAM).

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Comentários

Joao Luis Souza Neves - 21/12/2025

Bom dia pessoal!! Só para dizer que a postura dessa juíza foi muito cruel. Pois digo a magistrada Mônica: não me rendo e não serei submisso a senhora, as leis que nos amparam estão do meu lado, a Lei Berenice Piana nº 12.764/2012 e Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146 de 2015. Eu não serei submisso a tratamentos cruéis e degradantes por parte da senhora. A senhora não decretará lei marcial contra mim e muito menos contra nós autistas. This is allwhere. Pois digo não serei submisso a senhora. Essa guerra a senhora começou pois isso terminará. As leis do autista estão do meu lado. A senhora disse: que se dane. Só que quem vai se danar é a senhora. E a Associação Mato-Grossense dos Magistrados cometeu foi tirania disfarçada contra nós e contra mim. Não tenho medo e nem os demais autistas. Somos inexpugnáveis e invencíveis. Nós somos os líderes do mundo diferente. Brasil se posiciona um a um. Custe o que custar não venderemos nossa alma para a opressão. Liberdade se consegue com sacrifício. Não temos medo, podem nos multar nossa dívida é com a verdade e não com o sistema. Não controlarão nossa mente. A AMAM estudou para obter conhecimento de forma deturpante. Nossos direitos não serão violados e silenciados.

Carlos de Jesus - 18/12/2025

Estamos vivenciando em nossos dias macabros Violência ( verbal ou não) que já denota um cheiro de guerra civil em sua gênese. No "poder" judiciário observamos uma "guerra" de egos e frivolidades mútuas e isso envolvendo juízes despreparados que se acham acima do bem e do mal...Observem o tal "juiz" do "stf" ...Uma decadência moral que nos entristece como cidadãos...cientes que já tivemos na história de nosso judiciário ( outrora sem aspas) Homens do Naipe de Teixeira de Freitas...Sobral Pinto...Ruy Barbosa etc... Hoje vemos "juizes"...fazendo lobby para banqueiros ladrões e até mesmo vendendo sentenças...Idoneidade moral zero...Uma lástima...verdadeiros criminosos..lamentável... YAH O ALTÍSSIMO SEJA LOUVADO SEMPRE...

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