CRIME DE 2022 11.03.2026 | 08h46

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Dois réus foram condenados pelo Tribunal do Júri de Guarantã do Norte (715 km ao norte) pelos homicídios de Marcionílio Riselo Neto e Haroldo Júnior Barboza de Souza, à época com 28 e 20 anos, respectivamente, além do crime de ocultação de cadáver. Keulis Jhoni de Souza Cordeiro foi condenado a 52 anos, oito meses e 15 dias de reclusão, enquanto Luan Cardoso recebeu pena de 42 anos e quatro meses.
Os condenados, que integravam uma organização criminosa, iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. Outros dois envolvidos nos crimes já haviam sido condenados em 2024, em um processo que foi desmembrado.
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Os assassinatos ocorreram em julho de 2024, após o evento Expotã 2022. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Haroldo Júnior foi atraído e coagido a entrar em um veículo com os condenados, que posteriormente também emboscaram Marcionílio. A dupla seguiu com as vítimas pela BR‑163 até a zona rural do município, em regiões conhecidas como Linha da Cachoeirinha e Linha Santo Antônio.
As investigações demonstram que as vítimas sofreram torturas físicas e psicológicas durante todo o percurso. Marcionílio foi morto primeiro, atingido por sucessivos golpes de picareta no crânio.
Parte do grupo retornou à cidade para adquirir soda cáustica, utilizada para dificultar a identificação do corpo, que foi ocultado em área de difícil acesso. Depois, Haroldo também foi assassinado com golpes de picareta e obrigado a ingerir a substância cáustica antes de ser enterrado em cova rasa.
Os crimes teriam sido motivados por disputas relacionadas ao tráfico de drogas sintéticas. As vítimas estavam comercializando entorpecentes sem autorização da facção criminosa que atua na localidade, o que levou os membros do grupo a planejarem e executarem as mortes.
O julgamento de Keulis Jhoni e Luan ocorreu no dia 27 de fevereiro deste ano. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pela Promotoria de Justiça reconhecendo que os crimes foram cometidos por motivo torpe, mediante meio cruel e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Durante o julgamento, a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo apresentou imagens obtidas por câmeras de segurança, registros de redes sociais e informações anônimas coletadas pelo delegado Lucas Lelis Lopes para explicar a dinâmica do crime.
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