deu em a gazeta 18.01.2025 | 07h00

aline@gazetadigital.com.br
Câmera de Segurança
Dois anos após morte de Thays Machado, de 44 anos, e do namorado dela, Willian Moreno, de 40, Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra permanece sem ser julgado. O crime ocorreu no dia 18 de janeiro de 2023, em frente ao condomínio da mãe de Thays, no bairro Consil. Preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), Carlinhos tentou por diversas vezes recursos judiciais para obter prisão domiciliar.
A denúncia contra Bezerra foi recebida em 1º de fevereiro de 2023, quando posteriormente ele foi pronunciado pelo homicídio qualificado por motivo torpe, perigo comum e pela surpresa e impossibilidade de defesa das vítimas e, no caso
de Thays, pela qualificadora do feminicídio. O feminicídio é o crime praticado contra mulher, quando envolve violência doméstica ou familiar, ou menosprezo, ou discriminação à condição de mulher. Em dezembro do ano passado, o réu perdeu o último recurso interposto junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e processo retomou o andamento, que estava suspenso desde 24 de abril de 2024.
Carlos Alberto Bezerra é filho do ex-governador e ex-senador por Mato Grosso, Carlos Bezerra, e está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) desde junho de 2023. Antes, ele cumpria prisão domiciliar com a alegação de problemas de saúde.
Em fevereiro, ele teve revogado o benefício da prisão domiciliar, depois que ficou comprovado que ele fez diversas saídas não autorizadas pela Justiça.
O crime
Thays e Willian foram mortos no dia 18 de janeiro de 2023, em frente ao edifício onde a mãe de Thays mora no bairro
Consil, na capital, com 13 tiros. Câmeras do circuito de segurança do edifício identificaram o carro em que Carlinhos
estava. Ele fez campana no local para surpreender o casal, que saía do prédio. Thays havia tido um relacionamento com
Carlinhos, que não aceitaria o término. Depois do crime, Carlinhos foi preso em uma fazenda na cidade de Campo
Verde.
Thays Machado era servidora do Tribunal de Justiça e a Corte chegou a inaugurar uma sala que leva o nome da advogada, onde funciona o Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica.
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