Operação Ararath 12.06.2019 | 15h28

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João Vieira
A defesa de Eder Moraes solicitou o adiamento da audiência desta quarta-feira (12) na Justiça Federal, em Cuiabá, sobre o caso de fraudes no BicBanco, onde Luiz Carlos Cuzziol será interrogado. A oitiva começou normalmente e ainda não há resposta se o juiz Jefferson Schineider irá acatar o pedido.
Segundo o advogado de Eder, a defesa ainda não teve acesso à delação premiada de Cuzziol, por isso a necessidade de mudança na data da audiência. “A gente não teve acesso ao que ele falou, em termo de colaboração, diante disso, a defesa entende que merece a redesignação da audiência, mas vai ficar a cargo do juiz decidir”.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, que é uma continuidade da Operação Ararath, foram realizadas várias operações ilícitas junto ao BicBanco por Eder Moraes, com a conivência de Cuzziol, que era superintendente do banco.
Nesse esquema teriam sido desviados cerca de R$ 12 milhões. Os empréstimos teriam sido concedidos sem nenhuma garantia ou contrato. A defesa de Eder também analisa a possibilidade de um novo interrogatório dele, o que depende do que for dito por Cuzziol na oitiva desta quarta.
O reinterrogatório ocorre após a homologação da delação premiada do ex-superintendente do BicBanco. A tendência é que ele confesse os crimes e detalhe o esquema, que envolve Eder, enquanto ele ainda era secretário de Estado.
Na delação Cuzziol apresentou documentos sobre como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de campanha atarvés de caixa dois. Segundo informações de bastidores, essa colaboração premiada encolve o nome de autoridades em funções públicas, deputados, empresários e até um ex-prefeito de Cuiabá.
Cuzziol e Eder foram condenados na primeira sentença de uma ação penal originária da Operação Ararath, que investiga desde dezembro de 2013 um grande esquema de crimes financeiros, como a operação ilegal por meio de factorings clandestinas, gestão fraudulenta no BicBanco, por meio de simulações de empréstimos, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e ainda crimes tributários.
Nela, Cuzziol foi condenado por 8 crimes e pegou uma pena de 31 anos de prisão com 200 dias de multa em regime fechado, além de ter que pagar R$ 3 milhões a título de indenização. A condenação também determinou uma outra indenização no valor de R$ 12 milhões a ser paga de forma solidária entre Eder e Cuzziol.
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