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CASO TONI FLOR 17.10.2022 | 16h20

Empresário relembra briga com vítima e cita uso de droga

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Empresário Sérgio Tadashi afirmou que Toni Flor, assassinado em 2020, ficava agressivo quando bebia e disse acreditar que a vítima tinha o perfil de alguém que usava drogas.

 

O apontamento foi dado durante oitiva que julga o assassinato de Toni Flor. Testemunhas são ouvidas pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira desde o período da manhã desta segunda-feira (17).

 

Leia também - Mãe de Toni Flor ouviu viúva dizer ‘vai sobrar para mim’

 

À magistrada, o empresário narrou um desentendimento que teve com a vítima em um condomínio no qual ambos moravam. No dia do fato, Toni estaria "transtornado" segundo a testemunha.

 

"Toda vez que ele bebia e usava droga ele ia lá para dar 'bafão'", relatou o empresário sobre o perfil de Toni. Ao ser questionados sobre o suposto uso de droga, Sérgio disse que a vítima "parecia muito transtornado, parecia uma pessoa que usava droga".

 

O desentendimento entre ambos teria começado pelo fato de Toni acreditar que Sérgio supostamente manteria um relacionamento extraconjugal com Ana Flor, esposa da vítima e principal suspeita do assassinato.

 

Contudo, conforme explicou Sérgio, quem teria mantido o relacionamento seria uma outra pessoa.

 

Empresário afirmou ainda que em um dos episódios de violência Toni supostamente teria tirado foto em frente à casa de Sérgio e dito que o aguardaria chegar para matá-lo.

 

Em outras situações, Toni supostamente teria mandado mensagens constrangedoras no grupo de condomínio chamando Sérgio de "nanico de jardim" e dando indireta aos vizinhos de que haveria "pessoas que tinham carro de luxo sem nem ter muro em casa".

 

Sérgio foi a segunda testemunha arrolada pela defesa de Ana Flor a prestar depoimento. Antes do empresário, o subsíndico do condomínio onde o casal morava, José Luís Ribeiro Salvador, também falou em juízo.

 

Salvador foi questionado sobre supostos episódios de violência de Toni e, aos presentes, afirmou que precisou "acalmar" a vítima em uma situação. Contudo, negou que Toni ficasse violento quando ingeria bebidas alcoólicas.

 

Além disso, o subsíndico disse que muitos boatos corriam pelo condomínio de que Ana era agredida por Toni. Contudo, destacou que nunca viu qualquer tipo de sinal que apontasse violência doméstica.

 

Relembre o caso

O julgamento de Ana Claudia Flor, acusada de mandar matar seu marido, o empresário Toni Flor, em agosto de 2020, é realizado desde a manhã desta segunda-feira em Cuiabá, no Tribunal do Júri. A princípio o julgamento estava marcado para 15 de setembro deste ano, mas foi remarcado para o dia 20 do mesmo mês e depois, mais uma vez, remarcado para hoje.

 

Toni Flor foi morto a tiros quando chegava para treinar pela manhã na academia, em Cuiabá. O primeiro preso, Igor Espinosa, deu detalhes de como executou a vítima, incluindo como fez a negociação com Ana Claudia, através de intermediários.

 

Ele estava sentado no meio-fio da academia, no bairro Santa Marta, quando abordou o empresário dizendo “perdeu”. Em seguida, disparou 5 vezes contra a vítima. Depois, fez uma videochamada com Ana Claudia e mais dois intermediadores. O acordo era de R$ 60 mil.

 

Enquanto o processo tramitava na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Flor foi ouvida e confessou que mandou matar o marido. No entanto, afirmou que não deu o "aval" para o executor atirar contra a vítima. Ela alegou que sofreu diversas agressões durante os 15 anos de casamento e o estopim foi quando Toni teria pegado uma faca e avançado contra ela e a filha.

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