25.09.2017 | 17h05
A juíza Olinda de Quadros Altomare Castrillon, da 11ª Vara cível de Cuiabá, agendou para o dia 3 de outubro a audiência de conciliação na ação impetrada pelos empresários José Mikhael Maluf Neto e José Charbel Malouf, donos da Imobiliária e Construtora São José Ltda., contra a empresa FLP Assessoria e Consultoria Eirelli ME e seus proprietários Fernando Luiz Piran, Ronaldo Silva Jardim, Aline Camila Piran, Juliana Justina Piran Jardim e Delia Rocha dos Santos.
Reprodução/Arthur Passos![]() Camila Piran acusa José Chabel Maluf de agressão |
A ação, em que os Malufs acusam o empresário do ramo de factoring Fernando Luiz Piran de cobrança de juros abusivos em um empréstimo, foi o que deu origem a uma cena de violência no elevador de um shopping de Cuiabá recentemente, quando a empresária Camila Piran acusou José Charbel Maluf, também conhecido como “Zezo” de tê-la agredido com um soco na boca. Verônica Maluf, esposa de José Maluf, por sua vez, defendeu o marido e disse que Camila Piran é psicopata.
O escândalo na alta sociedade acabou virando caso de polícia e, por conta do vínculo familiar entre os envolvidos, já que o namorado de Camila Piran é sobrinho de José Maluf, foi aberto inquérito policial, no âmbito da Lei Maria da Penha, por lesão corporal e ameaça. Além disso, a Polícia Civil também registrou um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) contra Verônica Maluf, que á acusada por Camila Piran de ter proferido injúria, difamação e ameaças.
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Entenda o caso
Na liminar, os donos da São José afirmam que buscaram junto a Fernando Luiz Piran o empréstimo de R$ 2 milhões, motivo pelo qual tiveram que emitir 15 notas promissórias no valor de R$ 211 mil cada, que totalizam R$ 3,165 milhões. Além disso, o dono de factoring também teria exigido como garantia oito apartamentos no Edifício Residencial New Avenue, no bairro Jardim Tropical, em Cuiabá, avaliadas em R$ 4,240 milhões.
Conforme o autor da ação, Fernando Luiz Piran exigiu que a construtora fizesse a simulação de oito contratos de compra e venda de imóvel na planta, distribuídos em nome dos réus, que foram lançados no valor de R$ 530 mil cada apartamento à vista.
Os donos da construtora São José alegam que realizaram o pagamento de R$ 1,160 milhão referentes ao abatimento do empréstimo, no entanto, não conseguiram honrar com o compromisso em sua totalidade. Por conta disso, teriam procurado Fernando Luiz e solicitado um prazo maior para o pagamento, o que não foi concedido.
Em uma reunião ocorrida em 22 de fevereiro deste ano, Fernando Luiz Piran teria apresentado uma planilha referente às notas promissórias pendentes de pagamento, que atualizadas totalizavam R$ 4,5 milhões e ainda uma nota promissória de R$ 2,2 milhões, emitida em fevereiro de 2014, o que os Maluf afirmam desconhecer a origem.
José Maluf não concorda com a forma de cobrança, considera os juros cobrados abusivos, uma vez que estaria sofrendo enorme lesão em seu patrimônio, motivo pelo qual pediu a suspensão de todas as notas promissórias, além dos contratos de compra e venda simulados dos imóveis para impedir que Piran e os demais requeridos realizem transações com os mesmos.
Diante das reclamações e solicitações dos membros da família Maluf, que apontam para a possível lesão ao patrimônio, a juíza Olinda Castrillon entendeu necessário ouvir a parte contrária, ou seja, Fernando Luiz Piran e seus parentes, para conferir a plausibilidade das acusações.
Dessa forma, a magistrada deixou, por ora, de apreciar a liminar e postergou esse rito para depois da apresentação de contestação dos requeridos. Para isso, Olinda Castrillon designou uma audiência de conciliação, no dia 3 de outubro, às 11h30, na Central de Conciliação e Mediação da Capital. Depois, os acusados ainda terão um prazo de 15 dias úteis para apresentar contestação por escrito.
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