ROTA FINAL 06.07.2021 | 20h16

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Angelo Varela/AL-MT
O juiz da Vara Especializada de Ação Civil Pública, Bruno D'Oliveira, determinou o bloqueio de R$ 3.074.398,58 do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), do ex-deputado Pedro Satélite e seu filho, Andrigo Gaspar, por enriquecimento ilícito em esquemas criminosos relativos ao serviço de transporte rodoviário.
A decisão foi proferida pelo magistrado na segunda-feira (28), detalhando que o montante total bloqueado corresponde a R$ 1.036.955,20 de Dilmar Dal Bosco e os outros R$ 2.037.443,38 a Satélite e seu filho. O dinheiro é relativo ao enriquecimento ilícito dos réus proveniente de esquemas para atrasar licitação no sistema de transporte rodoviário no estado.
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O bloqueio se deu após denúncia do Ministério Público de Mato Grosso contra Dilmar, Satélite, Andrigo e mais 10 pessoas em detrimento da Operação Rota Final. A investigação foi deflagrada no início de maio e apurou fraude em licitação promovida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager).
Na decisão, o magistrado destaca que, com base nas informações apresentadas pelo MPMT, há indícios de que tanto Dilmar, quanto Satélite e Andrigo lucraram de forma ilícita com o atraso da licitação dos transportes.
"(...)Auferiram vantagens econômicas ilícitas, as quais foram obtidas na forma de cortesias de passagens de transporte, diretamente em pecúnia, bem como através de transferências bancárias e cheques, recebidos por interpostas pessoas", narra trecho da determinação.
Diante da determinação de bloqueio financeiro, Dilmar ofereceu ao juízo como garantia um imóvel avaliado em R$ 7.835.00 localizado na cidade de Campos de Júlio, o que foi acatado pela Justiça em virtude de o valor ser mais do que correspondente.
"Por consequência da medida de constrição, determino que os requeridos Pedro Inácio Wiergert, Dilmar Dal Bosco e Andrigo Gaspar Wiergert, se abstenham de praticar quaisquer atos que impliquem alienação parcial ou total de seu patrimônio", acrescentou o magistrado.
Rota final
Deflagrada em 14 de maio, a 3ª fase da operação teve como objetivo recolher provas sobre o esquema que tentou barrar e fraudar licitações no sistema de transporte intermunicipal. Entre os envolvidos está o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) e o ex-deputado Pedro Satélite. Na época, as empresas de transporte queriam barrar uma nova licitação, para continuar a oferecer um serviço caro e precário.
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