CASO IMAGEM EVENTOS 24.05.2025 | 08h20

mariana.lenz@gazetadigital.com.br
Reprodução
O desembargador Hélio Nishiyama negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Eliza Severino da Silva, envolvida no golpe que cancelou formaturas de universitários de diversos cursos em Cuiabá e Várzea Grande por meio da empresa Imagem e Eventos. Segundo Hélio, a sofisticação do alegado esquema fraudulento, com divisão de tarefas e utilização de múltiplas empresas, demonstra periculosidade concreta que justifica a prisão. A decisão é de quinta-feira (22).
A defesa alega ausência de realização da audiência de custódia no prazo legal, sustentando que a omissão torna a prisão manifestamente ilegal. É argumentado ainda que Eliza “ostenta bons predicados pessoais, como primariedade, bons antecedentes e residência fixa, não apresentando risco de fuga, tendo inclusive se mudado para Maringá/PR apenas por questões de segurança pessoal, em razão de ameaças recebidas”.
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Na decisão, o desembargador afirmou que não há manifesta ilegalidade capaz de justificar a concessão da medida vindicada e que a prisão preventiva foi decretada com base em fundamentação concreta e idônea com base nas investigações.
É citado ainda o registro de 248 boletins de ocorrência, com múltiplas vítimas, evidenciando a dimensão do prejuízo financeiro causado, estimado em mais de R$ 7 milhões.
“Diante desse panorama, a natureza e gravidade dos delitos investigados, que envolvem estelionato em larga escala, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo, revelam elevado grau de lesividade social. A sofisticação do alegado esquema fraudulento, com divisão de tarefas e utilização de múltiplas empresas, demonstra periculosidade concreta que justifica a segregação cautelar”, cita Nishiyama.
Diante dos fatos, o desembargador indeferiu a medida de liminar.
Alvos da operação Ilusion, o casal de empresários Eliza Severino da Silva, 51, e Márcio Nascimento, 49, se entregaram à Polícia Civil, na manhã de quarta-feira (21). Ela se apresentou na delegacia de Maringá, no Paraná. Já Márcio na sede da Delegacia do Consumidor (Decon) em Cuiabá. Eles são investigados por golpe de R$ 7 milhões em mais de mil formandos por meio da empresa Imagem Eventos.
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