SOCOS E CHUTES 24.06.2026 | 11h59

yuri@gazetadigital.com.br
Reprodução
A pedido da 27ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, a Justiça decretou na terça-feira (23) a prisão preventiva do policial civil aposentado Luciano Testa, acusado de agredir um idoso dentro do elevador de um condomínio residencial na capital. A decisão foi proferida pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá e tem como objetivo garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a instrução criminal.
A determinação também manteve as medidas cautelares anteriormente impostas durante o plantão criminal, que seguem válidas de forma complementar após o cumprimento do mandado de prisão.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a agressão ocorreu no dia 11 de junho de 2026 e teria sido resultado de uma escalada de violência. Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025 teriam se concretizado cerca de dez meses depois, quando o investigado teria agredido com socos e chutes um idoso de 62 anos, inclusive após a vítima cair ao chão.
Ainda segundo o MPMT, a esposa da vítima, que tentou intervir, também teria sido agredida e alvo de importunação sexual.
Na manifestação, o Ministério Público destacou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial, o que reforçaria o risco de evasão e de descumprimento de determinações da Justiça.
Para o órgão, a condição de policial civil aposentado, com treinamento em operações táticas e possível acesso a armamentos, aumenta o grau de risco do investigado. O MPMT também apontou a possibilidade de interferência na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas, em razão de sua rede de contatos.
Outro ponto destacado foi o fato de que acusado e vítimas residem no mesmo condomínio, o que, segundo o Ministério Público, mantém a possibilidade de novos confrontos em áreas comuns como elevadores, hall e garagem.
Ao acolher o pedido, a Justiça entendeu que a prisão preventiva é necessária. Na decisão, o juiz João Bosco Soares da Silva destacou a gravidade das agressões, a escalada de violência desde 2025, o risco de reiteração criminosa e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas.
Agressão
Conforme divulgou o
, no dia 11 de junho, câmera de segurança do elevador de um prédio, localizado no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, registrou o momento em que Luciano Testa, agride de forma brutal um morador, de 62 anos, na frente da esposa, de 59. O episódio de violência foi registrado na delegacia como injúria, lesão corporal e importunação sexual.
Nas imagens é possível ver o momento em que o idoso é agredido com socos e até chutes pelo agressor, que também é morador do condomínio. À imprensa, a vítima afirmou que os desentendimentos com o policial civil aposentado começaram em agosto do ano passado, após a esposa do investigador acusar outro morador do condomínio de assédio.
Segundo ele, após o episódio, passou a evitar permanecer sozinho com a mulher em locais comuns do prédio, como o elevador. "Um mês antes, ela teve um problema com outro morador, acusando-o de assédio. Depois disso, parei de descer sozinho com ela no elevador", relatou.
A vítima conta que foi abordada pelo policial no elevador e questionada sobre a mudança de comportamento. Conforme o relato, o aposentado teria afirmado que o morador estava evitando contato por receio de futuras acusações.
Ainda segundo a vítima, o policial também insinuou que ele mantinha um relacionamento com outro morador do condomínio e que estaria apenas "o defendendo". Desde então, os atritos entre os dois teriam se intensificado. A vítima afirma que o policial chegou a registrar um boletim de ocorrência e que, na semana passada, ambos participaram de uma audiência de conciliação.
No dia da agressão, conforme o relato, o investigado entrou no elevador e voltou a provocar a vítima. A discussão evoluiu e terminou nas agressões registradas pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), que abriu um inquérito para apurar os fatos.
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