CONSIGNADOS 04.05.2026 | 12h28

pablo@gazetadigital.com.br
Chico Ferreira
Atualizada às 11h16 de 18/05/2026 - O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Defesa da Cidadania de Cuiabá, avançou nas investigações sobre as operações de créditos consignados voltadas a servidores públicos estaduais. Entre as instituições investigadas está o Banco Master, pivô de um escândalo nacional envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, que prepara delação.
Atualmente existe uma relação de procedimentos em tramitação, que revela 22 empresas e instituições financeiras que estão sob investigação da Promotoria de Justiça Cível, com foco na tutela coletiva do consumidor. As investigações buscam esclarecer irregularidades em contratos que, segundo denúncias de sindicatos e auditorias do Tribunal de Contas (TCE-MT), resultaram em juros abusivos e no superendividamento de milhares de trabalhadores.
O documento oficial detalha o status de cada procedimento, que varia entre Inquéritos Civis (IC) instaurados, Notícias de Fato (NF) e ações civis já ajuizadas.
Leia também - TJ nega pedido do Naco para afastar deputado e vereador alvos de operação
Durante as investigações, o MP recebeu sondagens de advogados da Eagle Sociedade de Crédito, empresa acusada de operar fraudes nos consignados no estado. Segundo apurou a reportagem, a Eagle sugeriu aos investigadores a formulação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para evitar punições maiores.
Recentemente, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), descontos de empréstimos consignados com suspeitas de fraudes voltaram a ocorrer na folha de pagamento dos servidores públicos do estado. A expectativa da maioria dos sindicatos é que as investigações do Ministério Público possam trazer novos elementos que comprovem a responsabilidade do governo, ao credenciar e permitir a operação de empresas sem registro no Banco Central.
Também existem dois inquéritos que investigam irregularidades dos consignados em Mato Grosso se encontram na Justiça Federal, após a justiça estadual acatar o pedido da defesa, dos sócios-proprietários da empresa Capital Consig. O inquérito, que estava sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), já possui mais de 6 mil páginas.
Os inquéritos apuram crimes contra as relações de consumo e associação criminosa, crimes contra o sistema financeiro, de gestão fraudulenta, contabilidade paralela e descumprimento de obrigações perante o Banco Central.
A apuração também analisa o crescimento exorbitante da empresa Capital Consig e seu braço econômico - que estão no pivô das investigações - já que em setembro de 2022 tinha um balanço patrimonial de R$ 2.289 milhões. Já em 31 de dezembro de 2024 o seu balanço patrimonial subiu a R$ 95.319 milhões, um aumento de mais de 4.000%.
Outro lado
Após publicação da reportagem, A Capital Consig emitiu nota alegando que não possui qualquer relação societária, comercial ou operacional com o Banco Master, e que essa tentativa de associação seria indevida. A empresa afirma ainda que a decisão do Supremo Tribunal Federal, invalidou o Decreto estadual do Mato Grosso e que isso ocorreu "com fundamento na invasão de competência da União pelo Estado do Mato Grosso".
"Não há, até o momento, qualquer decisão transitada em julgado que conclua pela existência de irregularidades nas operações da Capital Consig. A Capital Consig reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito
aos consumidores, permanecendo à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários", finaliza a nota.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Amanda - 01/06/2026
Pouca vergonha! A Capital Consig roubou os servidores, com juros rotativos. Os juízes de MT estão todos COMPRADOS.
1 comentários