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INSPEÇÃO NO PORTÃO DO INFERNO 01.05.2025 | 15h41

'Não está no ritmo que as pessoas esperam', diz presidente do TCE sobre obra de retaludamento

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José Motta

José Motta

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, inspecionou as obras no Portão do Inferno, nesta quarta-feira (30), e anunciou que o monitoramento do trabalho na região será intensificado. Segundo ele, o reforço na fiscalização sobre o retaludamento do morro na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, seguirá o mesmo rigor adotado no acompanhamento das obras do BRT, em Cuiabá.

 

“Estou aqui fazendo uma verificação de como está o andamento da obra, a gente esteve aqui no início e podemos observar que aos poucos ela está caminhando. Não está no ritmo que as pessoas esperam, mas está dentro do planejado. Hoje estamos aqui para esclarecer para a população e vamos acompanhar permanentemente, assim como estamos fazendo com o BRT. De 15 em 15 dias estaremos aqui”, declarou.  

 

Sérgio Ricardo também descreveu como será o desenho da obra e parabenizou a equipe que está trabalhando no local. “Quero explicar um pouco como vai funcionar. O projeto não envolverá um túnel, mas sim a remoção do morro 30 metros para cima, com a nova estrada passando pela área onde o morro está atualmente", disse. 

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De acordo com o TCE, a situação do Portão do Inferno vem sendo acompanhada de perto desde dezembro de 2023, quando começaram os deslizamentos de terra que deixaram a estrada sob situação de emergência, com tráfego de veículos controlados. O trecho se tornou sinônimo de transtorno para milhares de viajantes, moradores e comerciantes da região, que sobrevivem do turismo local.

 

À época, o tribunal iniciou um movimento junto ao Estado, especialistas e a bancada federal. Em reunião com o senador Jayme Campos (União Brasil) e o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), Sérgio Ricardo apresentou o resultado de relatórios técnicos que apontaram a possibilidade de grandes desmoronamentos.

 

Em 12 de janeiro de 2024, o presidente coordenou inspeção no local com autoridades e técnicos da Defesa Civil, Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA), Ministério Público Estadual (MPMT), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), dentre outros.

 

A principal reivindicação ali era a desinterdição segura do tráfego de veículos leves para garantir a retomada do abastecimento de Chapada e a continuidade das atividades econômicas da região. Isso porque, além de inviabilizar o turismo, principal atividade econômica de Chapada dos Guimarães, a situação ameaçava a população com o desabastecimento de alimentos, já que o transporte de cargas estava interrompido. 

 

O esforço resultou na proposta do Governo para a obra de retaludamento das encostas do Portão do Inferno. O projeto consiste na retirada do maciço rochoso na curva do Portão do Inferno e a criação de taludes, uma série de cortes, que funcionam como degraus para impedir os deslizamentos de terra. 

 

A MT-251 é uma estrada-parque administrada pelo Governo de Mato Grosso, mas todo o seu entorno faz parte do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, uma área Federal. Por isso, para garantir a intervenção, em abril, o Estado solicitou uma licença ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No final de junho do ano passado, o Ibama emitiu a autorização necessária para o início das obras, no valor de R$ 29, 5 milhões.

 

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Comentários

Elias - 04/05/2025

Mas também vamos combinar que tem chovido demais este ano.. vamos ver de agora em diante né.

Comandante - 02/05/2025

Esse cara do TCE está fazendo politicagem, esse método de mostrar obras dos outros fazem parte dos seus métodos politiqueiro.

sidão - 01/05/2025

como podem sergio ricardo depois de tudo ainda paga de arquiteto,ele só oba oba ganhou eleição em cima do rio cuiaba. Deveria ser punido por isso,mais infelizmente o pais é esse que estamos,por isso que o estado não anda.

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