Publicidade

Cuiabá, Quarta-feira 24/06/2026

Judiciário - A | + A

foto em rede social 24.06.2026 | 14h58

Quadrilha é condenada a quase dois séculos por decapitar rival em emboscada

Facebook Print google plus

PJC/Reprodução

PJC/Reprodução

Uma quadrilha de faccionados foi condenada em júri popular realizado em Água Boa (localizado a 730 km de Cuiabá) pelos crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte do grupo também recebeu condenações por cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. O julgamento, que se estendeu pelos dias 16 e 17 de junho, contou com o suporte do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As penas aplicadas aos réus, quando somadas, totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa.

 

A denúncia, oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, apontou como culpados Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos. Segundo as investigações do órgão ministerial, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024. O crime ocorreu no município de Nova Nazaré, onde a vítima foi atraída para uma emboscada e morta por motivo torpe e meio cruel.

 

Antes da execução final, Allan Davi e seu amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos sob cárcere privado por diversas horas. O Ministério Público detalhou que os dois rapazes foram atraídos até uma residência sob o pretexto de um encontro social. No local, após consumirem entorpecentes na companhia de algumas das rés envolvidas, eles foram surpreendidos e rendidos pelos demais integrantes da facção, que chegaram armados, confiscaram seus aparelhos celulares e os impediram de sair do imóvel.

 

Os levantamentos policiais revelaram que a motivação do crime foi a suspeita de que Allan pertencesse a um grupo criminoso rival, desconfiança que surgiu após uma postagem feita pela própria vítima em suas redes sociais. A partir dessa publicação, os réus passaram a monitorar os passos de Allan e planejaram a armadilha. Durante o cárcere, os celulares das vítimas foram vasculhados em busca de uma suposta confissão, enquanto ambos sofriam severas ameaças e intensa pressão psicológica, enquanto lideranças da facção eram acionadas para decretar o destino dos jovens.

 

Assim que a ordem para a execução foi emitida pelos líderes, Allan Davi foi asfixiado com um lençol no interior da residência. Na sequência, parte do bando transportou o corpo até uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, ocultando o cadáver em uma cova rasa. No local do sepultamento clandestino, a vítima foi decapitada, detalhe que fundamentou a qualificadora de meio cruel no veredito. Lucas Orescio, por sua vez, continuou sob a vigilância dos criminosos e só foi liberado sob fortes ameaças para que mantivesse silêncio absoluto.

 

Dentre todos os sentenciados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena: 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, por ter exercido função de comando na organização e pelos crimes de homicídio, cárcere privado, tortura e ocultação. As demais penas foram distribuídas entre Natália Galvão (29 anos), Diego Oliveira (28 anos e oito meses), Yara Yasmin (28 anos), Ana Julia Xavier (26 anos), Eduardo Ribeiro (25 anos) e Mathias Xavier (20 anos).

 

Ao proferir a sentença final, o juiz presidente do Tribunal do Júri determinou que todos os sete condenados iniciem o cumprimento de suas respectivas penas em regime fechado. O magistrado também optou por manter a prisão preventiva de todos os envolvidos, negando-lhes expressamente o direito de recorrer da condenação em liberdade, visando garantir a ordem pública.

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Publicidade

Edição digital

Quarta-feira, 24/06/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.