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Deu em A Gazeta 14.02.2020 | 09h26

Testemunha aponta excessos em treinamento de Bope

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Arquivo

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Excessos no treinamento e tratamento diferenciado para que “estrangeiros” não se formassem foram apontados por testemunhas na primeira audiência da morte do policial militar Abinoão Soares de Oliveira. O soldado alagoano morreu em abril de 2010 em um treinamento realizado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Batalhão de Operações Especiais (Bope). Durante o curso Abinoão foi alvo de tortura e caldos. Ao todo, 17 réus respondem pela morte do soldado.

 

Depoimentos de testemunhas confirmam que Abinoão era aluno destaque. No entanto, como outros 2 “estrangeiros” (alunos de outros estados), era mais perseguido para que não concluísse o curso. Jonny Wanderson Sena Lima, aluno do 4º curso de tripulante operacional, afirma que participou na época do treinamento quando recém formado pela Polícia Civil.

 

“‘Estrangeiros’ eram marcados durante a instrução. Pessoas de outros estados tinham tratamento diferenciado para que não concluíssem o curso. Havia três e foram submetidos a tratamento mais rigoroso”, diz.

 

A testemunha destaca que os caldos eram muito comuns. Assim como despertar com bombas e poucas horas de sono. Ressalta que, logo que iniciou a formação na água, as cobranças também começaram. Fadiga e cansaço eram notórios em todos os alunos. Jonny destaca que quem estava acompanhando Abinoão na ocasião era o tenente Carlos Evane da Silva, mas que Abinoão, em nenhum momento, apresentou qualquer problema de saúde. “Ver um colega morrendo é óbvio que te deixa indignado. A instrução é necessária para definir quem é capacitado. Não sentia que tinha intenção de torturar, mas houve excessos e faltou técnica neste dia do curso”, salienta.

 

Segunda testemunha a depor, Flávia Aparecida Rodrigues de Almeida foi uma das alunas que ficou desacordada no curso devido aos caldos. Flávia conta que Abinoão era ótimo aluno, era muito proativo e se destacava. Durante o curso, ouviu que ele não formaria porque era de fora. A aluna também viu excessos durante o treinamento. A oficial do Corpo de Bombeiros diz que estava sendo “perseguida” pelo major Aluísio Metelo Júnior. “Quando acabou a instrução, Metelo me pegou pelas costas e deu um caldo em mim. Isso ficou marcado. Fiquei sem fôlego. Não me lembro nem como saí da lagoa”, explica.

 

A testemunha Anderson Nogueira também frisou que era comum os instrutores subirem nos alunos e os empurrarem para baixo. Ele reforça que presenciou caldos em Abinoão, mas que não sabe precisar quanto tempo o mesmo ficou debaixo d’água. “Recordo que o tenente Evane dizia que o aluno 14 (Abinoão) estava fingindo estar desmaiado. Após sair do local do treinamento, fiquei sabendo da morte. Quanto ao treinamento, penso que algumas atividades são válidas. Como vamos reagir se não estivermos preparados?”, indaga.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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