corpo nunca encontrado 12.05.2026 | 14h47

redacao@gazetadigital.com.br
MPMT
O trio Wuitalo Yan Vieira da Silva, João Vitor Aires da Silva e Lucas de Sousa Barbosa foi condenado a quase 70 anos de prisão por sequestro e morte da menor Maíza Aparecida Souza Santos, 15, em 2023. Ela foi submetida ao tribunal do júri de facção criminosa, de onde não saiu viva. Os criminosos foram julgados esta semana, na comarca de Primavera do Leste (231 km de Cuiabá).
As penas aplicadas pela Justiça somam décadas de prisão em regime fechado, sendo que Lucas de Sousa Barbosa recebeu a maior sentença, com 39 anos e 11 meses de reclusão. Wuitalo Yan Vieira da Silva foi condenado a 31 anos e 11 meses, enquanto João Vitor Aires da Silva recebeu 28 anos e 8 meses de prisão.
Conforme a denúncia do MPMT, o crime ocorreu no dia 27 de novembro de 2023. A adolescente foi atraída até a Avenida Belo Horizonte, no Centro-Leste da cidade, onde entrou em um veículo ocupado pelos acusados. Em seguida, foi levada contra a vontade até uma região isolada às margens do Rio das Mortes, onde foi assassinada.
As investigações apontaram que os réus agiram em conjunto, sequestrando a vítima e submetendo-a a uma espécie de “tribunal do crime”, prática associada a facções criminosas. O corpo da adolescente foi ocultado e, até o momento, não foi localizado.
Ainda segundo o Ministério Público, o homicídio teve motivação torpe, pela suspeita de que a vítima teria ligação com uma facção criminosa rival e teria feito postagens ofensivas em redes sociais.
Na sentença, a juíza-presidente da Primeira Vara Criminal de Primavera do Leste destacou a gravidade dos crimes, praticados com violência e em contexto de organização criminosa.
João Vitor Aires da Silva foi condenado a 28 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão; Lucas de Sousa Barbosa obteve pena de 39 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão; e Wuitalo Yan Vieira da Silva a 31 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
Na decisão, foi ressaltado que a atuação dos réus ocorreu em contexto de facção criminosa, com características de “execução sumária” e imposição de punições à margem do Estado, o que elevou a reprovabilidade das condutas.
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