no Canadá 27.10.2026 | 10h35
Imagem gerada por IA/Gemini
Um passageiro inesperado e “clandestino” foi visto a bordo de um voo comercial da companhia aérea canadense WestJet com destino à Jamaica na última quarta-feira (21). Os comissários avistaram um rato perto da cozinha traseira do Boeing 737 MAX 8, registrado C-GFJO.
Instantes depois, ao supervisionarem a galley, os tripulantes encontraram fezes do roedor dentro dos compartimentos de bagagem de mão e de bandejas de lanches utilizadas durante o serviço de bordo.
O voo WS2566 da WestJet partiu do Aeroporto Internacional Pearson de Toronto (YYZ) com destino a Montego Bay (MBJ) às 8h35 EDT (horário do leste dos EUA). Pouco depois da decolagem, os tripulantes perceberam as evidências do passageiro indesejado.
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Informes da mídia especializada não detalham se o rato chegou a ser avistado também por passageiros.
O voo prosseguiu conforme o planejado até seu destino no Caribe. A aeronave pousou em segurança no Aeroporto Internacional Sangster, em Montego Bay, após um voo de três horas e 35 minutos.
A detecção de pragas em aeronaves, embora relativamente rara, desencadeia protocolos rigorosos de higienização e inspeção devido a potenciais riscos à saúde e ao perigo de roedores roerem a fiação elétrica essencial para a aeronavegabilidade e segurança do voo.
Outro caso
Em junho, um rato também foi visto no compartimento de bagagem de mão em um voo da companhia americana JetBlue, em um vídeo gravado por um passageiro.
Brittney Brimway, residente da Califórnia, disse que estava viajando de avião com seus três filhos de Los Angeles para Turks e Caicos, com uma escala na cidade de Nova York.
“Eu estava tentando dormir com meu bebê de 10 meses quando meu filho de 13 anos me acordou dizendo que havia um rato no avião”, disse ela. “Eu disse a ele que não havia nenhum, e ele insistiu para que eu me levantasse para ver. Então, eu me levantei e, assim que vi, gritei para ele filmar.”
Comandante relembra história parecida
Comandante aposentado da TAP Air Portugal, José Correia Guedes, relembra uma ocorrência quando ele pilotava uma aeronave nos anos 80.
“Nos anos 80 [eu] voava de Nova Iorque para Lisboa em [uma aeronave modelo] Lockheed Tristar quando apareceu um ‘rato grande, gordo, americano’, no dizer do Supervisor de Cabine, em plena Classe Executiva.
A cena deixou os passageiros inquietos.
“Gerou-se o burburinho que [vocês] podem imaginar. Alguns passageiros foram para cima das poltronas e nós ficamos com um problema: que fazer? Voltar para Nova Iorque estava fora de questão. Iríamos criar o caos no controle de tráfego aéreo e o avião ficaria necessariamente retido durante horas ou dias.”
A opção, lembra o comandante, foi seguir a rota original.
“Decidimos continuar até Lisboa com o ‘clandestino’ a vaguear por ali durante umas horas. Eu próprio, quando fui ao WC, tive o cuidado de olhar bem em volta. Na chegada do voo, os passageiros desembarcaram aliviados e o avião foi direto para o hangar fazer uma desinfestação, que, ao que me disseram, demorou mais de um dia. É que estes bichinhos adoram roer cabos elétricos e podem criar sérios problemas se não forem detectados”, finaliza.
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