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Ladrão de banco 09.04.2019 | 12h13

Assaltante tem longa ficha criminal e identidade de comparsa é investigada

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Andréia Fontes, editora de A Gazeta

redacao@gazetadigital.com.br

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Geovanni sempre age com comparsas

Um dos presos pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) na noite desta segunda-feira (08), acusado de tentar roubar uma agência bancária, já possui longa ficha criminal. Geovanni Mesquita Jesus já responde, inclusive, por outro crime contra instituição financeira.

 

Mas a atuação forte do criminoso é mesmo nos roubos, inclusive residenciais. Em depoimentos de vítimas de Geovanni sempre são apontados os atos violentos do assaltante. Em um dos processos que ele responde, por exemplo, junto com comparsas, uma família e funcionários da casa foram rendidos e o crime durou cerca de uma hora e meia. As vítimas tiveram armas apontadas contra a cabeça durante todo o tempo.

 

“(...) Ia levar minha neta na escola, abri a porta da cozinha e quando ia sair o Geovanni chegou na frente com um revólver e os outros dois saíram de trás do carro e me renderam, mandaram eu sentar no chão e depois mandaram eu entrar pra dentro da cassa; ai puseram a arma na minha neta que estava no banheiro, fez a minha esposa abrir o quarto, colocou a arma nela também e fez a gente sentar tudo no chão; jogaram uma coberta nas nossas cabeças e ficaram fazendo um limpa na casa", relata uma das vítimas. "(...) não tenho nenhuma dúvida sobre a participação do Geovanni no roubo; ele que apontou a arma para a minha neta".  

 

Comparsas

 

No processo do roubo acima, assim como em vários outros, os crimes são praticados por Geovanni com o comparsa Bruno Lima da Rocha, que a polícia não descartar ser, na verdade, Bruno Siqueira de Carvalho ou Bruno Figueiredo de Carvalho. O sobrenome Siqueira o acusado apresentou no domingo ao ser preso. Já o sobrenome Figueiredo consta em um inquérito cuja foto bate com a do Bruno Siqueira.

 

Só no ano passado, Geovanni teve duas condenações. A primeira em abril, por roubo, com pena de 7 anos e 10 meses de prisão, mas no regime semiaberto. Em setembro de 2018,  mais uma pena de 7 anos e 1 mês. O parceiro da época, Bruno Lima, também foi condenado. 

 

No mesmo mês da última condenação, em setembro do ano passado, Geovanni  foi novamente preso pela acusação de tentativa de roubo ao Banco do Brasil. Ele e o cúmplice tentaram quebrar a parede dos fundos da agência quando foram vistos por um dos vigilantes da unidade que acionou a viatura. Quando perceberam a presença policial, tentaram fugir pelo telhado dos demais comércios, mas acabaram presos. Modo de agir igual ao do último roubo. 

 

Geovanni havia sido solto em janeiro deste ano.

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