benefícios Credcesta 24.06.2026 | 10h06

redacao@gazetadigital.com.br
Mayke Toscano/Secom-MT
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma investigação contra o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), para apurar possíveis irregularidades na liberação do Banco Master para operar na modalidade de cartões consignados com servidores públicos do Estado durante a sua gestão. A informação é da jornalista Malu Gaspar.
A suspeita gira em torno do modelo de implantação do cartão de benefícios Credcesta, controlado pelo Banco Master. De acordo com os levantamentos, o processo envolveu a ampliação da margem consignável dos servidores e a garantia de uma espécie de monopólio sobre o serviço no âmbito estadual, o que teria comprometido parte significativa da folha de pagamento do funcionalismo público local.
A reportagem cita o decreto de 5 de maio de 2023, que estabeleceu uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios para servidores e pensionistas. Três dias depois, no dia 8, o banco de Daniel Vorcaro solicitou o credenciamento para operar o programa. Após 24h, o procedimento foi aberto na instância estadual e, em 12 de maio, pouco mais de meia hora após o Master submeter um documento complementar, o governo deu parecer favorável e abriu caminho para o Credcesta operar no estado.
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A portaria oficializando o credenciamento do Master foi publicada no Diário Oficial em 1º de junho de 2023, com vigência até maio de 2028. Ainda segundo O Globo, a informação foi confirmada por fontes da investigação. A apuração, aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República, corre em sigilo no Tribunal.
Mendes é o segundo aliado de Jair Bolsonaro a entrar na mira da Justiça por atos relacionados ao Credcesta à frente de um governo estadual. O outro é Cláudio Castro (PL-RJ), que também renunciou ao cargo em março passado para concorrer ao Senado, mas desistiu após ser alvo de duas operações da PF.
As investigações ganharam novos desdobramentos ao cruzar agendas institucionais com movimentações financeiras de investigados. Conforme revelado originalmente pelo portal Metrópoles, o ex-governador de Mato Grosso cumpria agenda em Nova York, nos Estados Unidos, para um evento do Grupo LIDE, no mesmo período em que o credenciamento do banco avançava no governo estadual.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal apontam que, na véspera da liberação do Credcesta, o empresário e ex-banqueiro Vorcaro, ligado ao grupo financeiro, organizou um luxuoso jantar no restaurante Nusr-Et (do chef turco Salt Bae) na cidade americana.
O portal Metrópoles destacou que o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que também é alvo de investigações sobre o mesmo modus operandi de consignados, relatou a aliados que jantou no local e que Mauro Mendes estava presente em uma mesa ao lado, acompanhado de sua comitiva. Na ocasião, a PF identificou um pagamento de US$ 13,3 mil (cerca de R$ 66,1 mil à época) no cartão de crédito do empresário.
Em manifestações públicas após o caso vir à tona, Mauro Mendes negou veementemente qualquer irregularidade ou favorecimento ao Banco Master. O ex-governador afirmou que pagou as próprias despesas de viagem e que a sua presença no restaurante em Nova York tratou-se de uma mera coincidência.
Mendes ressaltou ainda que ocupou uma mesa distinta da comitiva do Rio de Janeiro e que nunca conversou com representantes do banco, reforçando que os atos de sua gestão sempre prezaram pela eficiência administrativa. Questionado pelo O Globo sobre a investigação no STJ, Mauro Mendes negou irregularidades e afirmou que os atos de sua gestão “seguiram a legalidade e demais princípios da administração pública”.
Em relação, o ex-governador afirmou que outras 24 instituições financeiras também foram credenciadas durante seu governo e que, no período, “ao menos dez estados já haviam implementado” a modalidade. “Portanto, o Master era apenas mais um e não foi o primeiro a ter o cadastro aprovado. O governo de Mato Grosso preza por eficiência”, declarou.
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Neto - 24/06/2026
caindo a mascara....
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