MAURO MENDES E VORCARO 18.06.2026 | 11h20

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) classificou como "lamentável" o jantar do ex-governador Mauro Mendes (União) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A reunião teria ocorrido, em Nova York, poucas semanas antes de o governo de Mato Grosso autorizar o credenciamento da instituição financeira para operar no sistema de empréstimos consignados dos servidores públicos estaduais.
“Infelizmente, é lamentável essa coincidência entre a presença do governador Mauro Mendes em um evento em Nova York, o ex-governador do Rio dizendo que teria participado de um jantar em que o Mauro Mendes estava junto com o Vorcaro e, duas semanas depois, o Estado de Mato Grosso autorizar o credenciamento do Banco Master para tudo aquilo de nocivo que foi feito para os servidores do estado com os consignados”, afirmou Lúdio nesta quarta-feira (17).
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O caso reacendeu a articulação da oposição na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O objetivo do colegiado é passar a limpo os contratos e as regras vigentes no sistema de margem consignada do funcionalismo público local. Segundo o deputado, o episódio recente pode funcionar como um catalisador para angariar o apoio político necessário entre os colegas de parlamento para tirar a investigação do papel.
“Nós temos um requerimento de CPI para investigar os consignados. Talvez fosse um momento importante para nós alcançarmos as assinaturas necessárias para isso”, concluiu o parlamentar, defendendo que a transparência sobre os critérios de escolha e credenciamento das instituições financeiras é fundamental para resguardar os direitos dos servidores.
O outro lado
Por outro lado, o ex-governador Mauro Mendes saiu em sua defesa pública, classificando o vídeo e as acusações como "fake news", sob o argumento de que o episódio foi distorcido. No parlamento, deputados governistas e independentes, como Júlio Campos (União), saíram em defesa da regularidade de agendas institucionais, ponderando que encontros e jantares com empresários de grande porte em eventos internacionais são rotineiros e naturais para chefes de Executivo.
No entanto, o próprio Júlio Campos defendeu que, embora a reunião em Nova York faça parte da agenda de captação de investimentos, o governo e a instituição financeira precisarão vir a público para esclarecer o credenciamento dos consignados que ocorreu logo após o encontro. Para os parlamentares, dar transparência ao processo de habilitação do banco é fundamental para afastar suspeitas e resguardar o funcionalismo público.
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