ORDEM DE DESPEJO 12.07.2019 | 18h12

jessica@gazetadigital.com.br
Moradores ocuparam o residencial Jonas Pinheiro 3, em Cuiabá, denunciam agressão da Polícia Militar a duas pessoas no local. Um deles teve a orelha parcialmente arrancada por golpes que teriam sido desferidos por um dos policiais.
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Em contato com
, a moradora Dirce Alves, presidente da Associação dos Amigos e Moradores do Residencial Jonas Pinheiro 3, na tarde desta sexta-feira (12), disse que policiais da Força Tática e do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) passaram nas casas entregando o comunicado de despejo aos residentes.
No documento, consta que as 450 famílias serão despejadas a partir das 6h, de terça-feira (16). Que o aviso é antecipado para que todos providenciem maneiras de remoção dos móveis e deixem o local.
Antes de receberem o comunicado, os moradores tinham realizado ato no local para que as casas fossem entregues a eles oficialmente.
Dirce conta que durante a entrega dos avisos, os policias entraram em duas casas e bateram nos moradores. Um deles teve a orelha rasgada e manchas de sangue ficaram no chão e na parede.
“Eles falaram que acharam drogas, mas não prenderam ninguém. Se tivessem achado tinham levado para a delegacia. Eles ficam passando devagarinho, encarando as pessoas. Eu fui perguntar o que tinha acontecido e ameaçaram de me prender”, conta a mulher.
Obra da Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), o residencial foi construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida e estava fechado há 6 anos, quando as famílias entraram e ocuparam os imóveis em 2018.
Na ocasião, as casas estavam prontas e tinham sido depredadas, tendo pias, janelas e vasos sanitários furtados, até que os ocupantes decidiram morar no local.
“A gente não quer nada dado. Queremos que seja avaliado e a gente vai pagar pela casa. O que não pode e a gente ficar sem ter onde morar e as casas abandonadas”, afirma a presidente da associação.
A ordem de despejo é assinada pelo juiz Carlos Roberto Barros de Campo, da 2° Vara Especializada de Direito Agrário de Cuiabá. A ação de reintegração de posse é movida pela empresa Lumen Consultoria, Construções e Comercio Ltda, responsável pela obra.
Outro lado
A assessoria da Polícia Militar foi procurada e informou que não recebeu nenhuma reclamação de violência. Mas que a vítima dnúncie o fato.
"A Polícia Militar orienta a vítima a formalizar denuncia na Corregedoria para que a conduta dos policiais possa ser investigada. A Corregedoria está sediada Avenida Miguel Sutil, 690, Jardim Paulista, em Cuiabá. (65) 3641-7332", diz a nota divulgada.
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