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perdeu bebê recentemente 09.02.2026 | 13h04

Em vídeo, vítima de estupro diz que acusado a ameaçava; 'Ninguém acreditaria, pois não passa de uma presa'

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Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

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A acusação de estupro feita por uma detenta de 24 anos contra o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva,52, dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso, (420 km ao norte de Cuiabá) ganhou repercussão nacional. Na noite desse domingo (8), o caso foi tema de reportagem no programa Domingo Espetacular, da Record TV e traz detalhes dos depoimentos de vítima e suspeito.

 

Em entrevista ao repórter Roberto Cabrini, a vítima relatou que foi vítima de abuso sexual por 4 vezes, enquanto estava detida na delegacia do município. Ela permanecia algemada durante os abusos e era orientada e não deixar vestígios dos crimes.

 

A jovem afirmou que ele não a deixava molhar o cabelo, o que poderia ser usado como prova contra ele. Ela estava muito abalada emocionalmente e precisou interromper a entrevista em diversos momentos. “Ele fazia aquilo porque é uma pessoa ruim. Será que ele não pensa na família dele? Será que ele tem filha? Eu perdi uma gravidez recentemente e corri o risco de engravidar de novo”, ponderou a mulher.

 

Segundo a vítima, o investigador afirmava que ela não sairia tão cedo da prisão e que ninguém acreditaria nela caso o denunciasse, pois não ela "passava de uma presa". A ex-detenta afirmou que ainda convive com as consequências dos abusos.

 

“Estou muito mexida, choro o tempo todo. Isso não sai da minha cabeça, o pior foi quando precisei contar para o meu marido que fui abusada, eu achava que a delegacia era um lugar seguro”, desabafou.

 

Sequências de violência 

De acordo com ela, o primeiro contato ocorreu quando o investigador a retirou da cela para a levar para o exame de corpo de delito com as demais detentas.

 

“Na terça-feira, dia 9, depois das 18h, ele foi até a cela, chamou o meu nome e disse que iríamos falar com o escrivão. Ele me levou para uma sala e sempre estava com uma pistola na mão, me ameaçando, os abusos aconteceram por 4 vezes e todas eu estava algemada”, disse.

 

A jovem foi presa acusada de envolvimento em homicídio na cidade e solta em poucos dias. Sua defesa alega que a prisão foi "engano" e reforça inocência a mulher.

 

Leia também - Laudo e novas provas colocam em xeque versão de estupro

 

Outro lado

O investigador foi preso preventivamente e o caso segue sob investigação em sigilo. Por meio de nota, a defesa alegou que o servidor tem uma carreira marcada por elogios e que a denúncia não procede. Confira na íntegra:

 

“Paralelamente, é fundamental esclarecer que Manoel Batista da Silva é pessoa idônea, servidor público há mais de 25 anos, com carreira marcada por elogios funcionais, conduta ilibada e certidões criminais absolutamente negativas, jamais tendo respondido a qualquer processo ou procedimento que desabonasse sua honra ou trajetória profissional. No campo probatório, a defesa destaca que as provas colhidas até o momento são inconclusivas e inclusive destoam dos depoimentos colhidos, inexistindo qualquer elemento técnico definitivo que permita afirmar autoria ou materialidade de forma inequívoca. Ressalte-se, ainda, que o já denunciado, voluntariamente, forneceu material genético para exames periciais, colaborando de forma plena com as investigações, sem jamais criar embaraços ou obstáculos à apuração dos fatos.

 

Manoel é investigador de polícia há 25 anos e seria infantil da parte dele oferecer material genético, mesmo desobrigado, se tivesse cometido ato tão estarrecedor. Mesmo sem qualquer decisão judicial determinando seu afastamento funcional, MANOEL, por iniciativa própria e em demonstração de absoluto respeito às instituições, colocou seu cargo público à disposição, afastando-se voluntariamente de suas funções enquanto perdurar a apuração. Outro dado relevante é que entre a data dos fatos narrados e a decretação da prisão preventiva transcorreram mais de 50 dias, período em que o investigado permaneceu em liberdade sem interferir nas investigações, sem ameaçar testemunhas e sem praticar qualquer ato que indicasse risco à ordem pública ou à instrução processual.

 

A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e reitera que todas as questões serão debatidas exclusivamente nos autos, pelos meios legais adequados, preservando-se a presunção de inocência, o devido processo legal e a dignidade de todas as pessoas envolvidas”.


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