vítima de estupro 23.06.2026 | 14h42

jessica@gazetadigital.com.br
Reprodução
O juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop (500 km ao Norte), revogou a prisão preventiva da esteticista F.B.S.,24, detida em hospital da cidade por força de mandado judicial expedido em dezembro do ano passado. O magistrado atendeu ao pedido da defesa da suspeita, que alegou gravidez de alto risco e ausência de atendimento adequado no sistema prisional mato-grossense.
A mulher foi presa em dezembro de 2025 e liberada em seguida. Ela alega ter sido estuprada por investigador nas dependências da Delegacia de Sorriso. O caso é investigado e já teve sua primeira audiência de instrução em junho.
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Conforme o documento, a jovem foi presa no hospital de Sinop, enquanto esperava atendimento médico por conta de um sangramento. Ela está grávida de quase quatro meses e sua gestação é delicada. Ela foi reconhecida, na segunda-feira (22) por policiais na unidade hospitalar, que cumpriram o mandado contra ela por sequestro.
Na noite do mesmo dia, ela passou por audiência de custódia na qual a defesa, patrocinada pelos advogados Walter Rapuano, Antônio Martins e Eduardo Silva, alegou que a acusada de ser comparsa da esteticista já ganhou liberdade. Sendo imperioso, “idêntico tratamento se impõe à requerente, que ostenta, em seu favor, fatores adicionais e decisivos, a saber, gestação de alto risco e a condição de vítima de violência sexual sofrida sob custódia do Estado”.
Em sua decisão, o magistrado atendeu ao pedido de liberdade provisória e impôs cautelares à detenta. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento em juízo, recolhimento domiciliar noturno, das 22h às 05h, proibição de estabelecer qualquer contato com a vítima; e comparecimento a todos os atos do processo.
O estupro
A mulher relatou ter sido abusada quatro vezes pelo policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, no intervalo entre a noite do dia 9 de dezembro de 2025 e a madrugada de 10 de dezembro. O crime teria ocorrido em uma sala usada para descanso dos policiais dentro da delegacia.
No dia 12 de dezembro, ela foi solta, depois que seus advogados conseguiram demonstrar que ela era inocente dos crimes atribuídos a ela no momento da prisão. Imediatamente ela contou o que tinha ocorrido ao seu advogado, que procurou o Ministério Público local.
As promotoras da região pediram a realização de um exame de corpo de delito e determinaram que a delegacia da cidade investigasse a situação. Após comparação de material genético dos agentes de plantão no local na data do crime com vestígios de sêmen no corpo da vítima, o acusado foi identificado e preso.
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