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Cuiabá, Quarta-feira 23/09/2026

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CONDENADA A 260 ANOS DE PRISÃO 23.09.2026 | 11h00

Faccionada fez 5 plásticas para mudar o rosto e continuar foragida, diz delegado

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Yuri Ramires e Vithória Sampaio

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução/João Vieira

Reprodução/João Vieira

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, tentou mudar as próprias características físicas por meio de procedimentos estéticos e utilizava um documento brasileiro falso para evitar ser identificada na Bolívia. Apontada como uma das principais lideranças de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, ela foi localizada e presa em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após uma investigação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso e das autoridades bolivianas e presa nesta terça-feira (22). 

 

As informações foram repassadas pelo delegado Vitor Hugo Caetano, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). Segundo ele, Angeliquinha foi localizada na rua, em Santa Cruz de la Sierra, e apresentou aos policiais um documento brasileiro com identidade diferente da verdadeira. A identificação facial, no entanto, confirmou quem ela era.

 

“Ela apresentou o documento diverso, mas já tínhamos feito a identificação facial e as informações foram repassadas para a Polícia Boliviana. Não teve como ela ter sucesso”, explicou o delegado.

 

Segundo o delegado, a investigada realizou mais de 5 procedimentos estéticos, alguns deles no rosto, em uma tentativa de alterar a própria aparência e dificultar o reconhecimento.

 

Vitor Hugo explicou que a estratégia é utilizada por criminosos foragidos que possuem mandados de prisão em aberto, especialmente integrantes de organizações criminosas.

 

“É uma prática comum entre criminosos, sobretudo foragidos e líderes de organizações criminosas, desfigurar o rosto por meio de cirurgias estéticas para alterar a feição”, afirmou.

 

De acordo com ele, Santa Cruz de la Sierra é conhecida pela oferta de procedimentos estéticos a custos considerados mais baixos, o que acaba atraindo também criminosos que buscam dificultar sua identificação.

 

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. De acordo com Vitor Hugo, desde o início das investigações sobre a fuga, a Polícia Civil identificou indícios de que ela havia deixado Mato Grosso em direção à Bolívia.

 

Segundo as investigações, a mulher possui mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também é apontada como responsável por exercer influência sobre atividades criminosas em Alta Floresta e municípios da região.

 

A localização em Santa Cruz de la Sierra também levou os investigadores a acompanhar os passos da criminosa e de pessoas ligadas a ela. Conforme o delegado, Angeliquinha vivia em uma residência de alto padrão na cidade boliviana, com piscina, e teria utilizado recursos provenientes das atividades criminosas para manter o padrão de vida.

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