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Polícia - A | + A

8 mortos em 50 dias 28.09.2020 | 08h14

Indígena chiquitano e mais 3 morrem em ação do Gefron em Cáceres

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Christiano Antonucci/Secom-MT

Christiano Antonucci/Secom-MT

Quatro pessoas morreram em ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na madrugada de domingo (27), na zona rural de Cáceres (225 km ao Oeste de Cuiabá). Entre eles estão dois bolivianos já identificados, sendo um, o indígena chiquitano Cesar Tosube Lopez, 27. Ele é irmão de Ezequiel Pedraza Tosube Lopez, morto no dia 11 de agosto em outra ação do Gefron ao lado de outros 3 chiquitanos. O caso gerou revolta nas autoridades bolivianas, que prometeram acionar o Brasil em busca de indenizações.

 

Além de Cesar, Carlito Socore Algarañas, de 16 anos, também foi morto. Outros dois suspeitos ainda não foram identificados. Conforme o boletim de ocorrência do Gefron, por volta das 00h20, a equipe fazia patrulhamento quando percebeu a aproximação de um barco, às margens do Rio Jauru, onde 4 homens desembarcaram com mochilas e outros objetos.  

 

Os policiais se posicionado de forma tática para realizar a abordagem, mas teriam sido surpreendidos com tiros. Por isso, revidaram e acabaram baleando os suspeitos. Eles foram socorridos e encaminhados para o Hospital Regional de Cáceres, mas acabaram morrendo logo após darem entrada.  

 

Leia também - Parentes de chiquitanos mortos pelo Gefron pedem justiça em missa

 

No local da ação, 4 armas foram apreendidas, entre elas duas pistolas e dois revólveres calibre 38. Além disso, os policiais afirmaram que dentro das mochilas estavam vários tabletes de pasta base, que somaram 90 kg, além de 3,2 kg de cloridrato de cocaína e 5 kg de ácido bórico. A droga foi avaliada em R$ 2 milhões.  

 

Segundo o Gefron, a área onde aconteceram as mortes é visada pelos traficantes, especialmente para a passagem de ‘mulas humanas’, que são responsáveis em transportar a droga da Bolívia para o Brasil.  

 

Mortos durante caçada  

Com essas duas novas mortes, sobre para 6 o número de bolivianos mortos na fronteira em menos de 50 dias. No dia 11 de agosto, outros 4 chiquitanos foram mortos pelo Gefron. O fato gerou revolta nas autoridades bolivianas e, claro, na comunidade de San José de La Fronteira.  

 

Familiares das vítimas informaram que o grupo foi morto após sair para caçar, mas o Gefron afirmou que os policiais reagiram a um tiroteio às margens da BR-070, em Cáceres. Há ainda uma versão de que eles estavam em posse de drogas, que não foram encontradas.  

 

Autoridades bolivianas acionaram grupos de Direitos Humanos em busca de Justiça. A reportagem do entrou em contato com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), mas não obteve retorno.

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Comentários

cidao - 28/09/2020

O Gefron é agentes estaduais de modo que não poderiam aproximar da fronteira internacional, pois isso cabe ao exército e a policia federal. No governo do presidente lula foi criado à guarda de fronteira pela policia federal seria de nível médio muitas pessoas na época investiram nisso, cursinho preparação física. Mais parece que houve atrapalho por nossos belos parlamentares ai ficou essa policia que o gefron agentes estaduais de fronteiras que de modo se eles aproximaram da fronteira internacional estão errados, pois eles devem ficar a certa distancia da fronteira internacional, se os traficantes estavam errados o gefron infringiu a lei de aproximação da fronteira. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos da América (U.S. Immigration and. Customs Enforcement - ICE) é uma agência policial subordinada hierarquicamente ao Departamento de Segurança Interna (United States Department of Homeland Security - DHS), responsável por detectar, investigar e corrigir vulnerabilidades relacionadas à fronteiras e também existe o patrol guard “patrulha de fronteira”, serviço federal lá nos estado unidos.

ALISSON SARTORI SANTOS - 28/09/2020

Porque não falam a verdade, no lugar de ""familiares das vítimas """ coloquem a verdade "" familiares dos bandidos, traficantes, marginais""" , não tem vítimas aí não!!!!

2 comentários

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