negou socorro 08.06.2026 | 16h20

jessica@gazetadigital.com.br
João Vieira
O juiz da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Várzea Grande, Juliano Hermont Hermes da Silva, manteve preso Claudinei da Silva, 42, acusado de matar a filha Olga Beatriz Santos da Silva, 12, esganada. O crime ocorreu no domingo (7) e o pai passou por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (8), horas após a prisão.
Segundo o Tribunal de Justiça, por envolver menor, o processo tramita sob sigilo e não serão passados detalhes sobre a apuração.
Após a audiência, ele foi encaminhado para a unidade prisional.
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Segundo apurado pelo
, o homem já respondia a crime de violência doméstica e estava proibido de se aproximar da ex-companheira. Contudo, a medida protetiva não se estende aos filhos.
O acusado disse que apertou o pescoço da filha após briga por encontrar conversas dela com um menino no Instagram Diante da força empregada contra a menina, os vasos sanguíneos se romperam e ela passou a sangrar pelo nariz. O homem fugiu em vez de socorrer a menina.
Diante da atitude extrema, o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pediu exame de violência sexual no corpo da menina. A medida é para avaliar possibilidade de outros crimes, mas não há indícios de que o homem abusasse da menor.
O caso
Olga Beatriz Santos da Silva, 12, foi morta pelo próprio pai após ele flagrar uma conversa da menina com um garoto pelo Instagram, em Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, Claudinei da Silva, 42, enforcou a filha durante uma discussão, provocando sangramento intenso pelo nariz. Mesmo diante da gravidade da situação, ele não acionou socorro e fugiu da residência.
A menina foi achada caída na casa em que o pai morava e encaminhada à unidade de saúde, mas não resistiu. Antes do crime, pai e filha estavam em uma festa de aniversário feita para o avô da vítima.
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