GRAVIDEZ DE RISCO 22.06.2026 | 15h20

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Reprodução
A mulher que denunciou ter sido estuprada quatro vezes na carceragem da delegacia de Sorriso, no fim do ano passado, foi presa pela Polícia Militar enquanto aguardava atendimento no Hospital Regional da cidade. A ocorrência é desta segunda-feira (22).
De acordo com os militares, a mulher estava foragida da Justiça e foi reconhecida pelos agentes. Por meio da checagem no sistema, foi confirmado o mandado de prisão em aberto pelos crimes de cárcere privado, tortura e sequestro.
“Uma pessoa que já fez parte de facção criminosa, já foi presa, ficou reclusa. Hoje ela fala que não participa mais dessa situações, porém ficou resquício de situações que ela participou em tempos anteriores”, explicou o sargento Almeida, que atendeu a ocorrência.
No momento da prisão, a mulher disse que tem uma gravidez de risco e que está tratando um quadro de pedras nos rins. Ela foi acompanhada pela mãe até a delegacia, que foi quem acionou o advogado. A mulher pediu para não ser colocada na viatura ou ser levada pelos agentes.
“Ela falou que estava com trauma, mas o atendimento da Polícia Militar com ela foi bem tranquilo, sempre acompanhada da mãe dela. Demos essa opção para ela, para na vir na viatura, no banco, ou o advogado trazer e ela que a gente acompanhava com a viatura. Mas ela veio com a gente no banco de trás, com a mãe dela”, contou o militar.
Conforme a equipe, ela disse que não tinha conhecimento da ordem de prisão e que saía pouco de casa, frequentando apenas unidades de saúde. A mulher foi deixada aos cuidados dos policiais civis. Como previsto na legislação, deverá passar por audiência de custódia dentro de até 24 horas.
O estupro
A mulher relatou ter sido abusada quatro vezes pelo policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, no intervalo entre a noite do dia 9 de dezembro de 2025 e a madrugada de 10 de dezembro. O crime teria ocorrido em uma sala usada para descanso dos policiais dentro da delegacia.
No dia 12 de dezembro, ela foi solta, depois que seus advogados conseguiram demonstrar que ela era inocente dos crimes atribuídos a ela no momento da prisão. Imediatamente ela contou o que tinha ocorrido ao seu advogado, que procurou o Ministério Público local.
As promotoras da região pediram a realização de um exame de corpo de delito e determinaram que a delegacia da cidade investigasse a situação. Após comparação de material genético dos agentes de plantão no local na data do crime com vestígios de sêmen no corpo da vítima, o acusado foi identificado e preso.
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