QUEREM JUSTIÇA 11.04.2025 | 11h44

yuri@gazetadigital.com.br
Cadeia Neles
“Não foi só ele que mataram, foi um pedaço de mim também”, disse Iracema Alves, mãe de Ney Müller Alves Pereira, morto com um tiro na testa, na quarta-feira (9), em Cuiabá. O autor do crime é o procurador da Assembleia Legislativa (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, que está preso por homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada.
A declaração de Iracema foi dada com exclusividade à repórter Angélica Gomes, no programa Cadeia Neles, da TV Vila Real, na manhã desta sexta-feira (11). Na entrevista, ela relatou um pouco da luta da família pelo tratamento de Ney, diagnosticado com transtorno mental ainda criança.
“O tratamento começou desde os 4 anos de idade. Ele foi ficando adulto, passou por internações, mas quando estava em crise, saia pela rua, muitas vezes eu fui atrás, meus filhos, a gente procurava para trazê-lo pra casa”, lembrou.
A mãe recordou ainda que ele já foi internado em clínicas de São Paulo, Goiânia e também no Adauto Botelho, em Cuiabá, onde fugiu da clínica no ano passado. “Quando fugiu e ficou 5 meses em São Paulo, começou a usar drogas”.
Iracema afirma que o filho, quando medicado, era um menino normal. “Amoroso, toda a vida junto comigo, me ajudando”. Para ela, foi um choque ao receber a notícia de Ney, principalmente quando viu as imagens do crime.
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“Eu não acredite no momento que vi as fotos. Um procurador da ALMT, eu não acreditei que ele tinha matado meu filho. Quando vi os vídeos, ele o chamando, não acreditei que ele era capaz de fazer uma coisa dessas”, continuou.
Agora, a família quer justiça. “Quero que ele pague pelo que fez, quero que a justiça seja verdadeira e que sinta o coração dessa mãe, que está partido”.
O irmão de Ney, David Alves, acrescentou que a família não quer vingança, mas que faz um apelo as autoridades do estado por um coro em busca da justiça.
“Não pode ser mais um número, uma estatística. Não era um qualquer, que não tinha valor para a sociedade. Era uma vida e não podia ser ceifada dessa forma”, disse.
O caso
O crime que vitimou Ney Muller Alves Pereira ocorreu por volta das 21 horas, na avenida Edgar Vieira, a rua 1, do bairro Boa Esperança, em Cuiabá.
Segundo informações, o autor do crime estava em um veículo Land Rover quando chamou a vítima, que ao se aproximar, foi atingida pelo disparo. Após o crime, o procurador fugiu do local.
Diligências da Delegacia de Homicídios (DHPP) começaram ainda na cena. No dia seguinte, já na quinta-feira (10), no período da tarde, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, se apresentou à polícia e foi preso em flagrante por homicídio.
Em depoimento, ele alegou que não sabe o que passou na cabeça dele no momento do crime. Disse ainda Ney danificou seu carro e que chegou a procurar a polícia, porém, encontrou com ele no caminho e atirou. Caso é investigado.
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.Marlan - 11/04/2025
E ainda tem quem quer culpar a familia...sera que nao viram o relato da mãe? O quanto ela lutou com o filho desde criança com internações em hospitais especializados, na busca pela cura, até que ele partiu para as drogas. Quantas vezes a mãe e a familia foi a sua procura pelas ruas...Só quem tem um familiar ou amigo viciado em drogas sabe o quanto isso é dificil... Contudo, nada, absolutamente, nada, justufica um ato tão cruel e desumano e principalmente praticado por alguem que, em tese, tem plenos conhecimentos e capacidade para agir de outra forma, que nao fosse uma execução...
Alzite - 11/04/2025
Assassinou uma pessoa a sangue frio e nem esquentou permaneceu tranquilo, decerto que por ser procurador tinha licença pra poder matar
vitor - 11/04/2025
PQ A SRA NÃO CUIDOU DO TEU PEDAÇO ENQUANTO TAVA VIVO DONA?
3 comentários