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procurado há seis meses 26.05.2026 | 12h24

Por que condenado a 20 anos por matar Maiana estava solto? Delegado esclarece

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João Vieira

João Vieira

Condenado pelo assassinato de Maiana Mariano, o empresário do ramo de construção civil Rogério da Silva Amorim era procurado pela polícia há seis meses, desde que saiu sua sentença definitiva. Em liberdade condicional, ele deveria comparecer ao fórum para comprovar endereço e atividades, mas, desde novembro, passou a não cumprir as obrigações.


As informações foram repassadas ao programa Cadeia Neles pelo delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Albuquerque, que explicou sobre a cronologia até a prisão do condenado e o motivo pelo qual estava solto.


Leia também - 'Fui condenado, agora tenho que cumprir', diz assassino de Maiana; ostentava luxo

 

Segundo o delegado, apesar da pena de 20 anos pelo assassinato da menor, a defesa de Rogério Amorim conseguiu que cumprisse a pena em liberdade até que se esgotassem os recursos em instâncias superiores do Judiciário. Para tanto, ele deveria cumprir medidas cautelares. Uma delas era comprovar suas atividades.


“Ele teve a sentença definitiva em novembro. Ele sabia que era procurado e seria preso. Então passou de comparecer após a determinação da prisão”, explicou o agente de segurança.


Conforme Albuquerque, o tempo entre a determinação da prisão e sua efetivação pode demorar. Isso porque o alvo passa a ser monitorado, onde vive, rotina, para que o cumprimento seja efetivo e não coloque terceiros em risco.


“O intuito da prisão, por óbvio, é prender a pessoa para que ela cumpra a pena. Mas também evitar riscos a terceiros, a familiares dele e também às pessoas que estavam naquele condomínio”, pontuou o delegado.


Preso, ele irá para audiência de custódia e depois será encaminhado à unidade prisional.


O caso
Maiana Mariano foi morta por asfixia no dia 21 de dezembro de 2011. Porém, os restos mortais dela só foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, enterrados em uma chácara na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

 

Segundo o processo, o crime foi cometido por Paulo e Carlos Alexandre, que teriam sido contratados por R$ 5 mil.


Rogério e a esposa, Calisangela Moraes de Amorim, seriam os mandantes, motivados por um relacionamento extraconjugal entre ele e a adolescente.

 

No dia do crime, a vítima teria ido até o banco descontar um cheque de R$ 500 a mando do empresário e foi instruída a levar o dinheiro ao chacareiro, que a esperava no local onde foi morta.

 

Na época, ela pilotava uma motocicleta, presente que ganhou de Rogério.

 

Rogério Silva Amorim, mandante do crime, foi condenado a 20 anos de prisão, e Paulo Ferreira Martins, executor, a 18 anos. 

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