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Cuiabá, Quarta-feira 11/02/2026

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NA FRENTE DA PRAIA 11.02.2026 | 09h51

Vídeo - Braço direito de líder de facção de MT é preso em bar do Rio de Janeiro

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Divulgação

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O braço direito do Faccionado Gilmar Reis da Silva, o 'Vovozona', identificado pelas iniciais A.A.S.N. foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso, após ser localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nessa terça-feira (10), em uma conveniência em frente a uma praia no Recreio. Com ele, foi apreendida a caminhonete S-10, adquirida por meio da atividade criminosa.

 

Dentre suas funções na estrutura criminosa, o faccionado era o responsável por repassar para os valores entre a “ponta” da facção e a liderança, atuando como uma espécie de contador e prestador de contas do grupo ligado diretamente ao líder. Outro trabalho executado pelo investigado, era o de adquirir e levar veículos de luxo, de alto valor, para o Rio de Janeiro, onde seriam utilizados pelo líder da facção criminosa.

 

Leia também - Operação mira em Vovozona, financeiro de facção e bloqueia R$ 43 milhões

 

Durante os levantamentos, foi possível identificar registros do veículo BMW, rodando na cidade do Rio de Janeiro.  As investigações identificaram que a BMW, estava registrada em nome de uma empresa cuja sócia-proprietária é apontada como operadora financeira da facção, que também foi alvo da operação, presa no estado do Paraná.  Além de ser apontado como braço direito de Vovozona, A.A.S.N. possui condenação por tráfico de drogas e possui uma empresa registrada em Lucas do Rio Verde, inexistente fisicamente. 

 

Para o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os elementos apurados evidenciam a prática de crimes de uso de documentos falsos e de lavagem de dinheiro, realizada pela facção criminosa de forma estruturada, estável e permanente.

 

“A prisão do braço direito do líder e a apreensão de bens atende diretamente o foco da operação, que é  atacar o poder financeiro do grupo criminoso, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, enfraquecendo a sua atuação”, disse o delegado.  

 

Operação

Operação Imperium, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), pela Polícia Civil, cumpre 61 ordens judiciais para desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa, responsável por lavagem de dinheiro por uso de documentos falsos. Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 43 milhões. Faccionado Gilmar Reis da Silva, o 'Vovozona', é um dos alvos. 

 

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, são 12 prisões preventivas, 14 buscas, 4 sequestro de imóveis avaliados em R$ 4 milhões, 10 sequestros de veículos de luxo, além do bloqueio das contas bancárias de 21 pessoas investigadas, resultando no valor de R$ 43 milhões. 

 

Os mandados são cumpridos em Rondonópolis, onde estão registrados o núcleo empresarial e operadores patrimoniais do grupo criminoso, e também nos estados do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Investigação

 

De acordo com a investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, a operação teve como foco a desarticulação do patrimônio ilícito construído, adquirido e movimentado por um núcleo da facção criminosa, liderado por Gilmar Reis da Silva, o 'Vovozona', durante dois anos. 

 

Gilmar é liderança da facção no Sul de Mato Grosso, chegou a ser preso, mas fugiu o Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, no dia 14 de julho de 2023, com outro detento. A fuga foi amplamente divulgada, já que assim que saíram da cadeia, foram para uma churrascaria. 

 

Após fugir, a polícia constatou que Vovozona, a esposa e outras pessoas com influência direta dele faziam uso de documentos falsos para abrir contas bancárias e empresas de fachada. O objetivo era movimentar o dinheiro do crime, bem como comprar bens, imóveis e ainda demonstrar riqueza.  

 

Lavagem de dinheiro

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis (área de maior influência e atuação do faccionado) eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele. No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.

 

Durante levantamento patrimonial para eventual recuperação de ativo, foi possível identificar integrantes em diversos Estados federativos, onde o líder da facção também atuava.

 

Embora o núcleo empresarial seja registrado em Rondonópolis, as investigações identificaram integrantes financeiros e operadores patrimoniais nos estados de Minas Gerais, Paraná e no Rio de Janeiro.

 

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, o foco da operação é atacar o poder financeiro da facção, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, sendo uma alternativa para o enfraquecimento do grupo criminoso.

 

“Assim, as medidas pessoais e patrimoniais que foram pedidas ao juiz visam, sobretudo, concluir a investigação com tranquilidade e tentar reverter esses bens e valores ilícitos aos cofres do Estado, após o processo regular”, explicou o delegado. 

 

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