Delator da Lava Jato 19.09.2019 | 14h39

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Chico Ferreira
Atualizada às 15h08 - Com aprovação de 3 dos 4 integrantes, a sessão para ouvir o depoimento do delator Lúcio Funaro à CPI da Renúncia Fiscal da Assembleia Legislativa será secreta.
Os deputados Dilmar Dal Bosco (DEM), Nininho (PSD) e Janaina Riva (MDB) pediram em requerimento para o depoimento do doleiro Lúcio Funaro, delator e investigado na Operação Lava Jato, ocorrer em sessão secreta.
O depoimento do doleiro na CPI da Renúncia Fiscal, da Assembleia Legislativa, estava marcado para iniciar às 14h. A comissão investiga fraude em incentivos fiscais e sonegação de impostos em Mato Grosso.
O pedido está sendo analisado pelos demais membros da CPI, que é presidida pelo deputado Wilson Santos (PSDB), favorável ao depoimento aberto.
O doleiro Lúcio Funaro quer falar em sessão aberta. ''"Não me sinto constrangido ou ameaçado de delatar qualquer fato irregular do qual presenciei. Vivemos um novo tempo e a sociedade tem que saber o que se passa", respondeu Funaro ao ser questionado se preferiria uma sessão secreta.
Durante a audiência, foi decidida pela votação secreta. Questionado se a medida seria uma estratégia para que o testemunho do doleiro não fosse divulgado para não prejudicar algum deputado, o delator se limitou a dizer que "acho estranho, num estado democrático de direito, uma sessão ser secreta".
"Não tenho nenhum receio de falar. Vou continuar adotando minha postura de colaboração e acredito que a sociedade tem que saber o que se passa". À imprensa, Funaro disse que irá esclarecer tudo o que for questionado e apresentará documentos para comprovar suas alegações.
Delação
Em sua delação premiada, o doleiro afirmou que a JBS tinha um esquema de sonegação de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), obtido mediante pagamentos de propinas a políticos em Mato Grosso.
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