sem b.o. de paciente 26.03.2026 | 10h21

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Fred Moraes/GD
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a prefeitura não encontrou, até o momento, indícios de comercialização de canetas emagrecedoras dentro das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A dúvida foi levantada após uma mulher interromper uma coletiva de imprensa do prefeito para denunciar que médicos estariam vendendo os medicamentos, como o Mounjaro, a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A denúncia foi feita por Viviane Siqueira, que relatou ter sido atendida na UPA do bairro Planalto e alegou que uma médica teria tentado vender o medicamento durante a consulta, atribuindo suas dores à obesidade.
Após o episódio, Abilio afirmou que o caso está sendo apurado, mas ressaltou que não pode entrar em detalhes por envolver informações sensíveis sobre a paciente. No entanto, adiantou que internamente nada foi comprovado quanto a suposta denúncia.
“Isso aí a gente está apurando. Eu não posso falar muito sobre a paciente, mas, ao que tudo indica, não é o que ela disse. Ao que tudo indica, a médica indicou uma medicação para o tratamento de saúde dela”, afirmou.
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Segundo o prefeito, a recomendação médica pode ter ocorrido dentro de um contexto clínico, já que o tratamento de perda de peso pode contribuir para melhorar o quadro de saúde de determinados pacientes.
“Eu acredito que a recomendação da médica provavelmente está certa, porque a paciente, tendo um tratamento com perda de peso, pode melhorar o seu quadro de saúde, sim”, completou.
Abilio também destacou que, até agora, a investigação interna não aponta que houve tentativa de venda de medicamento dentro das unidades de saúde do município. Para ele, existe uma diferença clara entre prescrever e comercializar.
“Agora, a venda do remédio lá dentro, a gente não está encontrando indícios disso. A nossa investigação interna não está apontando que houve qualquer tentativa de venda de medicamento dentro das nossas unidades. Recomendar é diferente de vender”, disse.
O prefeito reforçou que ofertar uma receita ou indicar uma medicação como alternativa terapêutica não configura irregularidade, mas que a denúncia levantada é grave e, por isso, precisa ser investigada com rigor.
“Ofertar uma receita a um medicamento para o tratamento de saúde é diferente de vender. Quando ela faz uma acusação grave como aquela, a minha posição tem que ser: vamos fazer a investigação”, pontuou.
Abilio relatou ainda que, após a denúncia pública, a prefeitura tentou encaminhar a mulher para registrar boletim de ocorrência, mas ela teria se recusado a ir até a delegacia. Mesmo assim, o registro foi realizado internamente e agora cabe às autoridades policiais avançarem, caso considerem necessário.
“A gente foi chamar aquela paciente para fazer o boletim de ocorrência, ela não quis ir fazer. Mas nós fizemos o registro. Agora cabe à polícia chamar a paciente e investigar”, declarou.
Por fim, Abilio reforçou que a própria logística do medicamento torna improvável que ele seja comercializado dentro de uma unidade pública, já que precisa de refrigeração e controle adequado. Ele também destacou que o Mounjaro ainda não integra os protocolos do SUS.
“Vender esse medicamento não é simples. É um medicamento que tem que estar refrigerado. Não tem como vender dentro de uma unidade de saúde daquele jeito. O Mounjaro ainda não é um medicamento dentro do protocolo do sistema do SUS”, concluiu.
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