'PROMESSA DE ANO NOVO' 07.01.2026 | 11h30

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Figura frequente nas sessões plenárias da Câmara Municipal de Cuiabá, sempre as terças e quintas-feiras, o prefeito Abilio Brunini (PL) garantiu que a partir do fim do recesso de ano novo do Legislativo, não irá mais circular pelos corredores da Casa, como fez no ano passado. A atitude divide opiniões entre os parlamentares que enxergam ‘cerceamento’ das atividades e proximidade entre Poderes.
Em sua primeira entrevista à imprensa neste segundo ano de mandato. O prefeito explicou que adotará cautela nas visitas, mas que não implicará problema nenhum na relação com os vereadores. Segundo ele, por ser um ano eleitoral, o fluxo deve ser menor na Casa, inclusive por parte dos parlamentares, já que pelo menos 8 devem sair candidatos.
“Está bom, tudo bem. Sem problemas nenhum [encerrar as visitas]. Acho que muito bom diminuir, né? Como é ano eleitoral, acho que a Câmara vai ter menos atenção nesse período. Eu acredito que muitos dos vereadores vão começar a estar mais ausentes das sessões. Alguns deles que são pré-candidatos eu já tenho visto estar mais ausentes”, disparou o prefeito na noite de terça-feira (6).
Sem perder a oportunidade de ‘cutucar’ os incomodados com sua presença, Abilio afirmou que mesmo ‘indesejado’ conseguiu ter mais presença nas sessões do que um dos vereadores de sua oposição, Jefferson Siqueira (PSD), que tornou ausente no último trimestre do primeiro ano da nova legislatura.
“Pelo que eu pude ver, no ano passado, eu acho que eu estive mais presente na Câmara do que o Jefferson, que é meu vereador de oposição lá. Eu cheguei mais vezes na Câmara do que ele. Pelo que eu estou sabendo, ele está ajudando a pré-campanha de outros candidatos por aí e tem frequentado menos a Câmara do que eu. Se for olhar a frequência, também estou mais presente que ele lá. Mas, é natural que eu tenha que diminuir minha presença lá para constranger os vereadores que estão mais ausentes do que eu”, finalizou.
O assunto em torno da presença de Abilio foi algo muito debatido no ano passado. Ainda em março, o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), avaliou que a presença do prefeito foi “excessiva”, mas negou que as visitas frequentes tenham intuito de intimidar parlamentares da base a votar de forma favorável aos projetos que são encaminhados pelo Executivo municipal.
Segundo Monteiro, é necessário, porém, que se tire da Casa de Leis a imagem de “subserviência” ao poder Executivo. A Casa de Leis por vezes foi rechaçada como um “puxadinho do Alencastro” desde a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
“A gente tem que tirar o nome da Câmara e falar nome a nome de vereador, se é que há alguém subserviente, porque senão a gente denigre, pode atrapalhar a imagem do parlamento perante a população cuiabana. Eu também acho que houve um excesso da presença do prefeito das suspensões e exceções aqui na casa”, reafirmou.
Recentemente, em entrevista a um portal de notícias, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), A presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), admitiu ter conversado com Abilio para diminuir visitas. Apesar de garantir não se incomodar com a presença, Calil explica que colegas sentem “desconforto” semanalmente e repassou a queixa direto ao bolsonarista.
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