CANDIDATURA AO SENADO 20.08.2020 | 12h08

pablo@gazetadigital.com.br
João Vieira
O governador Mauro Mendes (DEM) aposta na reunião da direção estadual do Democratas para definir o apoio do partido na eleição suplementar ao Senado e às candidaturas de prefeitos em Mato Grosso. Segundo Mendes, apenas os 70 membros da direção estadual poderão definir quem o partido vai apoiar, e que o anúncio feito pelo senador Jayme Campos (DEM) e seu irmão, Júlio Campos, não é o posicionamento oficial da legenda.
"Quem vai decidir se o DEM vai coligar e com quem, chama-se diretório estadual do Democratas que tem mais de 70 membros. E esses 70 membros precisam ser respeitados porque a decisão é deles. Não é do governador Mauro Mendes, não é do presidente Fábio Garcia e muito menos da família Campos", disse o governador durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20).
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A declaração de Mendes busca evitar polêmicas e colocar mais tensão nos Democratas, que vive um racha interno por conta da eleição ao Senado, para a vaga aberta pela cassação de Selma Arruda (PODE). Mauro Mendes defende que a discussão fique a cargo da direção e que os prefeitos do partido sejam ouvidos antes da decisão de quem apoiar para o Senado.
Mendes ainda fez questão de chamar a sigla de "Novo DEM", em referência a renovação do partido em 2018, quando ele e o presidente da sigla, ex-deputado Fábio Garcia, ingressaram na legenda com várias outras lideranças do País.
O governador também elogiou as pré-candidaturas do vice- governador Otaviano Pivetta (PDT), a quem chamou de amigo, e de Carlos Fávaro (PSD), senador interino, e que segundo o chefe do Executivo, vem "fazendo um bom trabalho".
A atual crise no DEM começou quando os irmãos Campos decidiram declarar apoio a Nilson Leitão (PSDB) para o Senado, e afirmando que Júlio Campos (DEM) seria o 1º suplente. Porém, parte do secretariado de Mendes defende o nome de Carlos Fávaro para a disputa. O próprio governador não esconde uma preferência por Fávaro.
No entanto, a candidatura de Pivetta deixa o governador sem a alternativa de não apoiá-lo, por conta da amizade de anos de ambos. Pivetta também tem o compromisso do presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), para apoiá-lo.
Diante do racha, alguns membros já defendem a liberação dos seus filiados para apoiar qualquer candidato. Porém, o assunto será decidido após reunião da Executiva estadual.
Cutucada
Durante a coletiva o governador Mauro Mendes fez questão de lembrar das obras inacabadas há 35 anos do Hospital Central em Cuiabá. "A maior vergonha da história desse Mato Grosso nas últimas décadas é o Hospital Central, a 200 metros do Palácio do governador". A declaração é crítica indireta a Júlio Campos, já que foi ele o idealizador do hospital na década de 1980, quando era governador.
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