‘NARRATIVA E MALDADE’ 19.03.2026 | 09h24

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem GD/ Secom-MT
O governador Mauro Mendes (União) se pronunciou pela primeira vez, após a repercussão de um vídeo em que o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) aparece, ao seu lado, celebrando que uma empresa “dele”, foi a vencedora de uma obra estadual licitada pelo governo.
A gravação ocorreu no ato de assinatura de obras em Pontes e Lacerda e viralizou nas redes sociais, levantando questionamentos sobre possível irregularidade, já que o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) proíbe a participação de parlamentares, ou empresas ligadas a eles em contratos com o poder público.
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Apesar da repercussão, Mauro Mendes minimizou o episódio e classificou as críticas como distorções. O governador destacou que, no momento do anúncio, os investimentos, superiores a R$ 200 milhões, foram apresentados de forma transparente, e negou qualquer irregularidade no processo licitatório.
“Não vi o vídeo, só vi os comentários do vídeo. Hoje, a rede social é isso. Atravessa uma narrativa diferente, faz uma maldade e as pessoas gostam disso, elas compram isso. Mas, pelo que eu ouvi, o governo não fez nada de errado. Naquele momento ele reforçou os mais de R$ 200 milhões em obras. Eu perguntei de quem tinha ganho, ele falou, mas eu não sabia. Algumas empresas não conheço, não acompanho licitações”, afirmou à imprensa, nesta quarta-feira (18).
Mendes ainda criticou o impacto das redes sociais na amplificação do caso. “Nossa parte está certa, mas narrativa é narrativa, fofoca. Antigamente, as pessoas faziam fofocas e maldades, mas ficavam na rodinha de boteco. Hoje é ‘fofoca de rede social’. O cara joga isso na rede social, repercute e vira um negócio”, declarou.
Como mostrou o
, diante da polêmica, Moretto negou ser dono da empresa citada no vídeo e explicou que vendeu sua participação ainda em 2018, quando foi eleito deputado estadual.
Segundo ele, a empresa pertence atualmente ao irmão o que, segundo o parlamentar, gerou a confusão na fala.
“A empresa não é da família, ela é do meu irmão. Agora, o meu irmão sim é da minha família. Irmão é família e nunca vai deixar de ser”, afirmou.
O deputado alegou ainda que chamar a empresa de “minha” é apenas um “costume” e que a empolgação registrada no vídeo foi pela realização de obras na região.
“A minha alegria não é porque a empresa ganhou um lote da licitação, a minha alegria é porque eu pude servir a minha região”, disse.
As obras incluem a construção de uma ponte de 30 metros na MT-473, no valor de R$ 2,7 milhões, além da pavimentação de 40,49 km da rodovia, dividida em dois trechos que somam R$ 58,8 milhões.
O caso ganhou repercussão justamente pelo entendimento do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, que veda a participação de parlamentares, direta ou indiretamente em contratos com a administração pública.
Mesmo assim, o governo sustenta que não houve irregularidade e atribui a crise à interpretação e à repercussão nas redes sociais.
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