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Confira organização 22.10.2019 | 11h23

Conheça os integrantes do esquema que desviou R$ 10 milhões do Estado

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Reprodução/Montagem

Reprodução/Montagem

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, o empresário Valdir Piran é o líder da organização criminosa que desviou mais de R$ 10 milhões em contratos para aquisição de software junto ao Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).  O caso foi exposto pela Operação Quadro Negro nesta terça-feira (22).

 

Segundo as investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), foi Piran quem propôs o contrato entre o Estado e a empresa Avançar Tecnologia ao então governador Silval Barbosa e o seu secretário, Pedro Nadaf.  O objetivo era receber parte da dívida que o ex-governador e seu grupo tinha, por conta dos empréstimos para financiamento de campanha, descobertos na Operação Ararath, da Polícia Federal.  

 

Leia também - Quadrilha instalou software falsos em escolas, diz Polícia Civil

 

Piran utilizou-se o empresário Weydson Soares Fonteles para operacionalizar os delitos, com o único objetivo de receber a dívida que tinha com o ex-governador.  

 

Já Weydson, ocupou a função de operacionalizar as fraudes, atuando diretamente na administração da empresa alvo da investigação, já que era o representante legal da empresa e tinha a responsabilidade pelo repasse a Piran e servidores.   

 

"Nesse sentido, além de imputar a Weydson a responsabilidade pelos repasses à Valdir Piran, consta da representação que ele teria efetuado o pagamento de vantagem aos servidores Francisvaldo Pereira de Assunção e Wilson Celso Teixeira, Dentinho.", diz trecho da decisão.   

 

Já Dentinho, na época presidente da Cepromat, atuava diretamente na assinatura dos contratos que viabilizaram os desvios.  O ex-presidente do Cepromat chegou a cobrar R$ 60 mil do empresário Weydson para liberar o pagamento à Avançar.  

 

"Ainda, segundo restou evidenciado por meio do depoimento do Colaborador Pedro Nadaf, conforme lhe confidenciado, Wilson teria exigido de Weydson o pagamento de quantia, à titulo de propina, para liberação de crédito existente da empresa Avançar junto À Cepromat, o valor de R$ 60.000,00, supostamente recebido por meio da conta bancária de Thales Fernando de Andrade Monteiro", diz outro trecho da decisão.   

 

Ele também tinha ajuda do diretor de Gestão de Tecnologia da Informação, Djalma Souza Soares, responsável por "viabilizar a contratação da empresa investigada para, em seguida, viabilizar a contratação da empresa Avançar Teconologia, bem como assinado o termo de recebimento/aceite de produtos e serviços totalmente ineficientes para o alcance da finalidade pública".     

 

Já Francisvaldo Pereira de Assunção, como adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), era o responsável por atestar o "recebimento dos produtos e serviços, supostamente contratados, mas efetivamente não realizados", para tentar dar uma aparência de 'regularidade' no contrato.   

 

"Consta ainda, que foi verificada movimentação bancária entre Weydson e a pessoa Anderson Rodrigo RODRIGO do Nascimento da Silva, proprietário da empresa Multicred Serviço de Cobrança, o qual teria realizado uma transferência bancária no valor de R$ 3.400,00 em favor de Francisvaldo Pereira de Assunção".   

 

Já Edvamilto Lima de Oliveira, assim como outros servidores, buscava dar legalidade na execução do contrato, "visto que ele assinaria como fiscal técnico e seria totalmente plausível que ele identificasse as irregularidades dos produtos e serviços oferecidos, inclusive o fornecimento de software pirata", afirmam os delegados.   

 

Foram presos na operação  o empresário Valdin Piran, o ex-vereador e ex-deputado Wilson Teixeira, o Dentinho, além de Djalma Souza Soares, o ex-secretário adjunto da Secretaria de Estado de Educação, Francisvaldo Pereira de Assunção, e Weydson Soares Fonteles.    

 

O nome da operação remete ao quadro e giz que ainda funcionam nas escolas, já que as lousas digitais eram falsas, bem como à situação (quadro) estrutural crítica que a educação básica se encontra em razão dos prejuízos causados pelos desvios.

 

Confira o papel de cada um no esquema

Gazeta Digital

Operação Quadro Negro - Quem É Quem

 

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