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remanejo para votação 30.03.2026 | 18h45

Deputada diz que CPMI do INSS 'morreu' no Congresso, mas relatório vai ao TCE e PF

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Reprodução - TV Vila Real

Reprodução - TV Vila Real

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmou que a CPMI do INSS “morreu” após a rejeição do relatório final na última  sexta-feira (27) e a negativa de prorrogação dos trabalhos no Congresso Nacional. A parlamentar fez duras críticas ao desfecho da comissão e apontou interferência política para barrar o avanço das investigações, que apuravam um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas, com foco principalmente em descontos indevidos e empréstimos consignados realizados sem autorização dos beneficiários.

 

Ao , a deputada disse que a “CPMI do INSS morreu”, mas afirma que em iniciativa dos próprios parlamentares, o parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), rejeitado com um placar de 19 a 12, será encaminhado para órgãos de controle e investigação, como a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal.

 

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Apesar do encerramento da CPMI, a parlamentar afirmou em entrevista ao Jornal do Meio Dia, desta segunda-feira (30), que o trabalho terá continuidade fora do Congresso. 

 

"Essa CPMI foi tão importante para o Brasil, conhecida dentro do Congresso como a CPMI que mais construiu documentos e provas contra as pessoas envolvidas. Foi a CPMI que mais deu resultado em toda a história do Congresso. Ela teve um início, ela teve um final. E esse final, por mais que houve uma votação para que não fosse aprovado o relatório, as provas são tão importantes, elas estão bem construídas, que não tem como simplesmente falar que a investigação deve parar, não tem como", destacou. 

 

A deputada também disse que irá acompanhar o andamento dos desdobramentos e ressaltou a criação de um grupo de parlamentares para monitorar o caso nas demais instâncias.

 

Por fim, Coronel Fernanda fez um alerta sobre os impactos do caso, especialmente para aposentados e pensionistas e enfatizou que o problema pode atingir todo osistema previdenciário.

 

"O que aconteceu na CPMI não comprometeu só o aposentado e pensionista, está comprometendo toda a nossa nação. Por quê? Todos nós somos obrigados a contribuir para a previdência. Muitos jovens hoje contribuem, até pessoas que já estão prestes a se aposentar, correm o risco de não ter o seu direito garantido, porque a nossa previdência está quebrada", alertou. 

 

O relatório elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar previa o indiciamento de 218 pessoas, mas acabou rejeitado.  A deputada também questionou a condução política da comissão e afirmou que houve mudanças estratégicas na composição para influenciar votações.

 

"O governo retirou parlamentares titulares de outros partidos e colocou aliados para votar. Para se ter ideia, vagas do Republicanos e do Avante foram ocupadas por deputados do PT", disse.  

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