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boicote pela MORATÓRIA DA SOJA 19.02.2026 | 14h10

Deputada pede que produtores rurais que tiveram crédito negado façam denúncia

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Reprodução/Redes sociais

Reprodução/Redes sociais

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) usou as redes sociais para anunciar que está investigando denúncias de que bancos públicos estariam negando crédito rural a produtores de soja. Segundo a parlamentar, os sojicultores que produzem na região da Amazônia Legal estão sendo prejudicados pela Moratória da Soja.

 

“Fui autora, na Câmara dos Deputados, de um pedido de fiscalização junto ao Tribunal de Contas da União para apurar as operações de concessão de crédito pelos bancos públicos que operam o Plano Safra. As denúncias que venho recebendo relatam pedidos de crédito rural indeferidos com base em listas vinculadas à chamada Moratória da Soja, criando barreiras injustas ao acesso a recursos essenciais para o custeio e investimento na produção”, explica Coronel Fernanda em vídeo publicado na quarta-feira (18).

 

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A deputada pede aos produtores que tiveram crédito negado, suspenso ou dificultado por esse motivo que enviem documentos comprobatórios, como e-mails e notificações, ao gabinete dela, garantindo sigilo total. O objetivo é reunir provas para atuar na Câmara, cobrar explicações dos bancos e defender o acesso dos produtores ao crédito.

 

A Moratória da Soja 

A Moratória da Soja é um acordo criado em 2006 entre empresas exportadoras, organizações ambientais e entidades do setor produtivo para impedir a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.

 

Na prática, grandes tradings e indústrias se comprometem a não comprar soja de fazendas que tenham desmatado, de forma ilegal ou legal, após a data de corte na Amazônia. O objetivo é reduzir o desmatamento ligado à expansão da soja, usando o mercado como forma de pressão: quem descumpre o acordo não consegue vender para as principais empresas.

 

Nos últimos anos, produtores rurais e entidades do agronegócio, especialmente em estados como Mato Grosso, têm pressionado pelo fim da moratória, argumentando que ela impõe regras mais rígidas do que o Código Florestal e prejudica quem desmata dentro do que a lei permite.

 

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