COMBATE AO FEMINICÍDIO 04.03.2026 | 14h10
redacao@gazetadigital
Divulgação
Durante reunião da Câmara Setorial Temática (CST) do enfrentamento ao feminicídio, a deputada federal Gisela Simona (União) propôs um projeto de lei para garantir atendimento 24 horas em delegacia virtual para mulheres vítimas de violência em Mato Grosso. A medida é uma alternativa diante da impossibilidade alegada pelo governo de Mato Grosso em implementar espaços físicos para atendimento às vítimas em todo o estado.
Em entrevista, a parlamentar ainda alertou para o alto risco de o tema ser tratado com fim eleitoreiro este ano, com eleições marcadas para outubro.
“Principalmente por nós estarmos no ano eleitoral, nós temos que ter muito cuidado, muito zelo para isso não virar um ato político. Nós precisamos reconhecer o que já existe de estrutura no Estado de combate ao feminicídio e aquilo em que ainda precisamos avançar. Por outro lado, precisamos verificar que nem tudo conseguiremos fazer de imediato, mas o combate precisa ser imediato”, disse a deputada, na segunda-feira (2).
Leia mais - Vereador toma posse como presidente do DAE-VG na terça-feira
A proposta surge no contexto do debate sobre o enfrentamento ao feminicídio e da necessidade de assegurar resposta rápida às vítimas. Segundo o Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o estado registrou aumento de cerca de 14,9% no número de feminicídios em 2025 em relação ao ano anterior. Em 2026, já foram registrados quatro feminicídios no estado.
Segundo a parlamentar, embora a implantação de delegacias presenciais funcionando 24 horas em todo o estado seja o cenário ideal, a realidade orçamentária exige alternativas viáveis no curto prazo.
“Ter um aplicativo, por exemplo, com informações da rede de atendimento, aquilo que o Estado já tem, onde denunciar, como denunciar, com quem eu falo para cada tipo de medida, dar mais segurança a essas mulheres, buscar ajuda do Estado para a sua proteção”, explica a parlamentar.
Pelo modelo defendido por Gisela, uma unidade já estruturada, como a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, que atende em dias úteis na rua Joaquim Murtinho, nº 789, bairro Centro-Sul, das 8h às 18h, poderia oferecer atendimento online contínuo. A medida permitiria que mulheres registrassem ocorrências, recebessem orientação e acionassem medidas protetivas sem precisar se deslocar.
Ela também argumenta que a iniciativa reduziria o risco de desassistência, especialmente em municípios do interior e em horários noturnos ou fins de semana, quando o acesso presencial é mais limitado. A proposta se inspira em experiências de atendimento remoto já consolidadas em outras áreas, como a telemedicina.
Além do canal virtual, Gisela também sugeriu o desenvolvimento de um aplicativo estadual com informações sobre a rede de proteção. A ferramenta reuniria orientações sobre onde denunciar, como buscar ajuda e quais órgãos procurar em cada situação, com o objetivo de dar mais segurança e autonomia às vítimas.
A parlamentar defende também a padronização de protocolos entre os órgãos de atendimento para garantir acolhimento uniforme, independentemente de onde a mulher procure ajuda.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.