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DEU EM A GAZETA 05.07.2026 | 07h43

Em quase 4 anos, gastos com deputados dariam para construir 1.100 casas populares

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Mário Agra/Câmara dos Deputados

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Mais de 1.100 habitações populares poderiam ser construídas no estado com os valores gastos pela bancada federal de Mato Grosso nesta legislatura. De 2023 pra cá, os 13 deputados federais, entre eleitos e suplentes, que passaram pelo Congresso Nacional somam cerca de R$ 28,8 milhões em cotas parlamentares e subsídios.

 

Para o cálculo do número de casas, a reportagem considerou o montante de cada habitação estimado em R$ 25 mil, a partir dos valores detalhados no projeto de lei apresentado pelo Executivo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), recentemente. Na matéria, o governo estadual solicita autorização para contrair um financiamento de R$ 1,5 bilhão para construção de 60 mil habitações populares.

 

A 57ª legislatura, que teve início em 2023 e termina em 2027, já reuniu a atuação de 13 deputados. De todos, José Medeiros (PL) é o que mais registrou despesas nesses últimos anos em cota parlamentar, chegando a R$ 1,8 milhão. Com valores um pouco menores, estão Coronel Fernanda (PL) e Coronel Assis (PL), que somam R$ 1,7 e R$ 1,6 milhão, respectivamente.

 

A Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) reúne os custos que fazem parte do mandato de cada deputado, como passagens aéreas, telefonia, hospedagem, manutenção do escritório, divulgação de atividade parlamentar, combustível, entre outros. Ao todo, a bancada federal mato-grossense computa R$ 13.363.784,13 milhões em cotas. Mais os subsídios, a quantia chega a 28, 8 milhões aproximadamente.

 

Dos oito deputados eleitos em 2022, seis deles estão em atuação no legislativo federal. No caso de Fabio Garcia (União), que retornou este ano, computou um dos menores valores, pois esteve na função de secretário-chefe da Casa Civil durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), e voltou para disputar reeleição. Durante esse período, sua suplente, Gisela Simona (União) assumiu a cadeira, e obteve gastos R$ 1,1 milhão em cotas.

 

Já Nelson Barbudo (Pode), tomou posse do cargo em 2024 após o falecimento de Amália Barros (*) e soma R$ 1,1 milhão em despesas. Também eleito no último pleito, Abilio Brunini exerceu a função por dois anos até ganhar as eleições para a Prefeitura de Cuiabá. No seu lugar, o suplente Rodrigo da Zaeli (PL) contabiliza menos de R$ 800 mil. No final do ranking, as deputadas Flavinha e Juliana Kolankiewicz, ambas eram MDB, ficaram por pouco tempo nos cargos, em substituição a Juarez Costa (Republicanos).

 

Reeleição

Dos 8 membros da bancada atual, 7 vão tentar a reeleição. Exceto, José Medeiros que tenta uma das duas cadeiras no Senado.

 

Mudança de partidos

Entre os deputados federais eleitos por Mato Grosso, apenas Fábio Garcia (União), Coronel Fernanda e José Medeiros, os dois do PL, não trocaram de legenda.

 

*Deputada Amália Barros faleceu em 2024, Abilio Brunini renunciou ao mandato para ser prefeito de Cuiabá.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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