DEU EM A GAZETA 04.07.2026 | 07h00

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Prefeitura de Várzea Grande
O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), rejeitou a possibilidade de que sua esposa, a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, venha a compor como candidata a vice-governadora na chapa do governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos). A hipótese, que tem circulado nos bastidores, é vista como mais uma tentativa do grupo governista de construir uma composição com o parlamentar, que, no entanto, reafirma manter seu projeto de disputar o Palácio Paiaguás contra o atual gestor. Segundo Jayme, sua esposa não será envolvida nas tratativas políticas.
"A mulher não faz parte de balcão de negócio. Nunca fez e nunca fará. Eu respeito a minha família. Esqueçam minha mulher e meus filhos. Graças a Deus, tenho uma família maravilhosa e nunca coloquei minha esposa para fazer negócio em política. Tem gente que vende pai, mãe, mulher e filho", disse o senador.
Mais cedo, Jayme também negou que tenha recebido convite para ser candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, classificando a especulação como inverídica e afirmando que uma composição nesse sentido representaria uma humilhação diante do projeto político que vem defendendo. O senador revelou ainda que se reuniu nesta semana com o ex-governador e presidente estadual do União, Mauro Mendes, para aparar arestas e discutir o cenário para 2026.
"Não teve conversa sobre vice. O Mauro me chamou para que nós dois saíssemos candidatos ao Senado, disse que a minha vaga estava garantida. Eu disse que estava muito tarde, até porque já existem vários outros candidatos, como Janaina, Carlos Fávaro, Pedro Taques, José Medeiros e o próprio Mauro Mendes. Não tenho plano B e só disputo a eleição para governador. Caso contrário, eleição de senador não me interessaria. [Se o projeto não avançar,] vou voltar para as minhas empresas e trabalhar", afirmou Jayme Campos.
Além das discussões sobre as candidaturas, Jayme e Mauro também trataram da convenção estadual do União. Inicialmente marcada para o dia 4 de agosto, o encontro será antecipado após a abertura do período oficial, em 20 de julho. A mudança é defendida por lideranças da sigla para ampliar o prazo de organização da estratégia eleitoral e também corrigir o edital de convocação, que, na versão publicada, não prevê a escolha dos candidatos ao Senado. O senador criticou o correligionário pelo prazo curto de discussões no evento (a convenção teria duração de apenas uma hora).
"Ele está patrolando o partido. Temos candidatos a deputado estadual, deputado federal, ele mesmo para o Senado. Ele não tem tempo para dizer porque quer ser candidato pelo União Brasil em Mato Grosso. Essa política do ferro no pescoço, na marra, o que não é a prática ideal. Política é a arte do diálogo, do entendimento e da boa conversação", completou.
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