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detido dentro da Câmara 24.10.2020 | 13h10

‘Era ele ou eu’, afirma vereador do Nortão preso por homicídio

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Reprodução/TV Nativa Alta Floresta

Reprodução/TV Nativa Alta Floresta

Preso por um homicídio cometido em 1984, o vereador de Carlinda (762 km ao norte de Cuiabá) Manoel Miranda Costa (PL) ficou 70 dias em uma penitenciária estadual. Ele afirma que jamais imaginou ser preso pelo crime cometido em “legítima defesa”, quando trabalhava como vigilante no interior de São Paulo. "Nós dois estávamos atirando, para mim foi legítima defesa, eu tive que fazer isso, era ele ou eu".

 

Em entrevista à TV Nativa Alta Floresta, afiliada à TV Record, o vereador contou durante o período em que esteve preso. “Nunca tinha sido preso. E para dizer a verdade, nunca tinha ido em uma delegacia”, contou. Na época da morte, ele trabalhava como segurança em uma ferrovia e reagiu ao roubo de fios de cobre.

 

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“Estavam roubando a fiação de cobre para poder vender. Naquela época não existia celular. Era quase uma hora e avisou que tinha gente roubando fio. A gente largou tudo e foi lá. Quando deparou com essas pessoas, deu voz de prisão, eles acabaram atacando a gente e precisamos nos defender", relembra ele.

 

Manoel negou que estivesse foragido e disse que sempre morou no mesmo lugar em Carlinda, tem propriedades e que nunca se escondeu. No entanto, ele acusa a empresa em que trabalhava de ter mentido sobre o fim do processo.

 

"Pensei que jamais ia ser processado pelo que a empresa falou para mim. Disse que eu podia ficar tranquilo, que estava arquivado e tinha acabado. Foi onde eu vim embora", argumenta.

 

Nos 70 dias em que passou preso, o vereador não perdeu a fé de que logo seria solto. “Eu sabia que não ia ficar ali. Era injusto o que fizeram comigo. Confio muito na justiça de Deus e acreditava que ia sair”.

 

Ao ser preso dentro da Câmara de Carlinda percebeu que o problema era sério, mesmo não tendo sido comunicado da decisão da Justiça. “Quando falaram da prisão vi que o que era empresa falou, que tinha sido arquivado, era mentira. Eu sabia que a coisa ia ser mais pesada”.

 

Durante os dias que passou na penitenciária em Alta Floresta (803 km ao norte), teve problemas de saúde e precisou ser levado às pressas para a realização de exames. Apesar do susto, o mal estar foi resultado do agravamento de uma doença renal que ele enfrenta há décadas.

 

Com a experiência triste, ele afirma que conseguiu enxergar o que era, de fato, importante em sua vida. “A liberdade e a minha família, é o que mais me fez falta”. E nesse período ele ainda perdeu um irmão e o tio, dos quais não pôde se despedir.

 

"Para mim que estava lá dentro, foi como se fossem 7 anos, boa parte da vida perdida. Só Deus sabe, é difícil superar", lamenta o vereador.

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