Deu em A Gazeta 12.11.2019 | 07h35

lazaro@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
O governo de Mato Grosso continua sem conseguir reduzir a Despesa Total com Pessoal e mantém uma folha de pagamento que vem ultrapassando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Dados publicados no Diário Oficial desta segunda-feira (11) mostram que os gastos totais com a folha chegaram a R$ 8,62 bilhões de maio a agosto deste ano.
O valor representa 57% da Receita Corrente Líquida do Estado. Segundo a lei fiscal, governos estaduais não podem gastar mais do que 49% de suas receitas com a folha de pagamento. O relatório publicado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) também mostra que a receita total do governo no período foi de R$ 14 bilhões.
A reportagem procurou o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para entender melhor o quanto estes resultados tem afetado as contas do governo, mas até o momento não obtivemos resposta. Gallo assumiu a pasta no governo Mendes com a missão de justamente reduzir estes gastos. Ele realizou uma série de medidas, que incluía o escalonamento de salário dos servidores, para atender aos limites da LRF.
Redução mínima
Em reportagem publicada no dia 1 de outubro, A Gazeta mostrou que o governo só reduziu 0,01% do total de gastos. Este grupo de despesas inclui salários, pensões, vantagens, indenizações e outros pagamentos registrados na folha de pagamento dos servidores públicos de Mato Grosso.
A reportagem comparou o relatório com o último de 2018, no final da gestão Pedro Taques (PSDB). No governo tucano, o total da despesa com pessoal era de 57.89% sobre a Receita Corrente Líquida (RCL). Os dados de janeiro a agosto mostram que a despesa com a folha é de 57,88%, representando uma redução mínima nos gastos do executivo.
Em números totais, o governo gastou R$ 8,6 bilhões dos R$ 14,9 bilhões que arrecadou apenas com o pagamento de salários. Estes gastos são duplamente negativos porque, além de descumprirem a lei, também afetam os limites previstos na PEC do Teto dos Gastos, aprovada em 2017.
A LRF estabelece que o Executivo pode gastar apenas 49% do seu orçamento com despesa de pessoal. Este é o limite máximo, que já foi descumprido pelo governo estadual. O cálculo é feito de duas formas: a primeira é analisando a despesa de cada poder separadamente. A segunda é analisando em conjunto: cada estado não pode usar mais de 60% de sua receita para quitar a folha, segundo a LRF.
Na análise de todos os poderes (incluindo Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública) os gastos com pessoal em Mato Grosso são de 65%, conforme o último relatório. A DTP também contribuiu para outra importante rubrica dentro da contabilidade pública, que são as despesas primárias correntes.
O grupo inclui tanto os gastos com a folha como os investimentos feitos pelo poder público. As despesas são usadas para avaliar o cumprimento ou não da PEC do Teto dos Gastos, uma emenda constitucional que congelou os gastos públicos em Mato Grosso para que o Estado pudesse alongar dívidas com a União.
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vanderson leite - 06/02/2020
Não é preciso gastar com funcionário público assim não, na verdade tem que se diminuir a máquina. isso é uma tremenda incompetência deste governo e de anteriores inflar mato grosso com servidores, pra que? ganhar voto com eles? 65% só com servidor? e ainda quer que MT vai pra frente? tem que taxar até o ar que respiramos daqui a pouco para pagar os Marajás do Judiciário e o servidores que só sabe colocar aquele artigo de desacato na porta dos estabelecimentos. cada uma viu!
João Batista de Lima - 12/11/2019
É preciso esse gasto, sem funcionário a máquina pública não funciona. Então não tem como evitar, a cada ano reduz o número de servidores por causa das aposentadorias e as secretarias ficam com o número de servidores para atendimento menores e mesmo assim o limite de gastos continuam assim, tá difícil passa governo entra governo e a história sempre é a mesma.
CHIRRÃO - 12/11/2019
COMISSIONADOS E INDICADOS POLÍTICOS.
3 comentários