Cabos eleitorais 20.09.2018 | 07h45

lazaro@gazetadigital.com.br
Reprodução
Emanuelzinho (PTB) é o candidato a deputado federal que mais gastou com cabos eleitorais na campanha este ano. Filho do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), ele já despejou mais de R$ 618 mil nessa finalidade. Os pagamentos desses profissionais representam 48% da despesa de campanha do petebista, que aplica, em média, R$ 2.013,57 em cada contratado.
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Ao todo, foram contratadas 305 pessoas para trabalhar na campanha, número que ainda pode aumentar, já que o último relatório financeiro foi entregue no dia 12 ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
A estratégia de investir no “trabalho de formiguinha”, contratando pessoas para bandeirar, panfletar e adesivar veículos, tem dado certo para Emanuelzinho. É o que mostram algumas pesquisas de intenção de voto. O nome de Emanuelzinho é o mais repetido no formato espontâneo das pesquisas, quando o eleitor diz em quem vai votar sem que o entrevistador diga os nomes dos candidatos.
Para chegar a este resultado, o filho do prefeito gastou bem mais do que aqueles que já estão na política. Carlos Bezerra (MDB), que disputa a reeleição à Câmara Federal, por exemplo, investiu pouco mais de R$ 62 mil em cabos eleitorais. Valternir Pereira (MDB), também em busca de ser reconduzido ao cargo de deputado, foi quem mais se aproximou das despesas de Emanuelzinho: utilizou R$ 213 mil para contratar 95 pessoas.
Visando a hipótese de abuso de poder econômico, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou um limite para contratação de cabos eleitorais. Para o cargo de deputado federal, a regra determina que o candidato não pode exceder 498 pessoas. Os contratados só podem receber o dinheiro em espécie no valor máximo de R$ 477.
Coordenador de auditorias do TRE-MT, Daniel Taurines diz que este limite vem sendo fiscalizado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal nas ruas. Ele vê como baixa a possibilidade de algum candidato comprar votos e declarar como pagamento de apoiadores.
“Como agora tem o limite, é capaz de pagarem o cabo eleitoral pelo caixa 2 e não declararem, por isso, estamos orientando para que não recebam dinheiro vivo”, explica.
João Carlos Hauer, ex-secretário de Habitação na gestão de Emanuel, é coordenador de mobilização da campanha do filho do prefeito em Várzea Grande. Ele explica que apenas 30 mulheres foram contratadas no município. O contrato é feito mensalmente e o pagamento é de R$ 1,2 mil, segundo ele.
“Elas fazem o trabalho de semáforo, das 16h às 18h30, e depois fazem as agendas das reuniões políticas, onde entregamos materiais”, conta. “Aqui, a campanha está sendo feita de uma forma diferente, estamos usando a estrutura dos candidatos a deputados estaduais que nos apoiam”, conclui.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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Solange - 03/10/2018
Segundo o TRE é proibido a contratação no período eleitoral,prova disso é que muitos profissionais da educação ficaram desempregados por terem seus contratos rescindido nesse período. Essa lei só vale para educação? Pois segundo a reportagem,os contratos das pessoas que trabalham para o candidato Emanuelzinho são renovadas todo mês. É uma vergonha para o País essas contradições.
Luciana - 02/10/2018
Infelizmente foi esse o ensinamento do pai dele. Que vergonha. Tal pai, tal filho.
Hulda Prado - 22/09/2018
Também o pai dele encheu os bolsos do paletó do erário público, não era pra menos ele pode gastar muito mais ainda pelo que o pai lalou, só espero que o povo não vote nessa criatura pq filho de peixe peixinho é. Fica meu povo
3 comentários