QUER SER SENADOR 13.02.2026 | 10h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
João Vieira
Principal articulador das chapas eleitorais do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso, o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, deve deixar o partido nos próximos dias após uma decisão do diretório nacional que, segundo ele, inviabilizou seu projeto de disputar o Senado em 2026.
Conforme apurado pelo
, há cerca de uma semana o presidente nacional da sigla, João Caldas, comunicou que a única possibilidade para Galvan permanecer no partido seria como candidato a deputado federal ou como primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada por Janaina Riva (MDB).
Em entrevista ao
, Galvan afirmou que a decisão foi comunicada à esposa dele, Paula Boaventura, que presidia o partido no Estado há pelo menos um ano. Segundo ele, a proposta foi amplamente rejeitada, levando ele e seu grupo 'desembarcarem' do grupo.
“A gente já está vendo, tem mais uns 3 partidos que surgiram ontem, que já tinham partido atrás antes de acontecer isso. Mas, o fato foi que a decisão desse novo presidente, não é fácil. Ele queria propor uma imposição para a gente aqui no Estado. Ele falou para minha esposa que só tinha uma condição para a gente ficar com o partido: ou eu sairia candidato a deputado federal ou aceitaria ser primeiro suplente da Janaína. Não sei qual é o motivo de trazer a Janaina para dentro da história. Minha esposa já definiu: essa posição nós não aceitamos", disse à reportagem.
Ele afirma que a interferência da direção nacional não ocorreu apenas em Mato Grosso, outros estados relataram a imposição e reposicionamento nacional. “Já sabemos que fez isso no Paraná e em outros estados. Pode até querer voltar atrás aqui, mas aqui não tem volta”, disse.
Galvan reforçou que não disputará vaga na Câmara Federal. O produtor rural sustenta que sua candidatura tem uma “missão” no Senado, indiretamente ligado aos planos da direita que é anistiar condenados do 8 de janeiro, bem como tentativa de retirar a condenação criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não sou candidato a deputado federal em nenhum partido. Meu objetivo é ser eleito ao Senado. Qualquer partido abriria espaço para isso Nós temos 3 senadores covardes aqui dentro do Estado de Mato Grosso e a maioria do Brasil não reage ao que está acontecendo com o STF”, criticou, sem citar nomes.
Quanto ao futuro, Galvan revelou o "assédio" eleitoral de pelo menos três partido para sua disputa ao Senado: PRD, Republicanos e o Avante, mas ainda nada foi definido. “Estamos estudando as propostas. Não fechamos. Mas hoje já temos 3 partidos com convite”, afirmou.
A direção nacional do DC anunciou recentemente o ex-ministro Aldo Rebelo como pré-candidato à Presidência da República. Galvan elogiou o nome, mas reafirmou alinhamento ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado se o apoio ao bolsonarismo teria influenciado o desgaste com a direção nacional, Galvan disse que o posicionamento já era conhecido.
“Tenho admiração pelo Aldo, sou amigo dele. Mas nosso candidato é o que o Bolsonaro indicar. Hoje acredito que será o filho dele, e nós estaremos juntos. Questionado se o apoio ao bolsonarismo teria influenciado o desgaste com a direção nacional, Galvan disse que o posicionamento já era conhecido. “A gente avisou ele na primeira conversa que aqui no Mato Grosso seguiríamos nessa linha. Não posso afirmar que foi o motivo, mas ele estava alertado”, concluiu.
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