COBRANÇA DE IMPOSTOS 28.06.2026 | 15h00

pablo@gazetadigital.com.br
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O governo do Estado segue batendo recorde em cobrança e arrecadação de impostos em Mato Grosso e deve provocar novos embates políticos entre o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa (ALMT). Isso porque os dados oficiais apontam que, no acumulado de janeiro até o início do mês de junho deste ano, o governo Otaviano Pivetta (Republicanos) já arrecadou R$ 23.171 bilhões. O resultado representa um crescimento de 4,94% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram arrecadados R$ 22 bilhões.
Os números revelam que, mantido o ritmo atual de cobrança e a média histórica de receitas, o Estado caminha para uma projeção modesta de ultrapassar a barreira dos R$ 47 bilhões até o fechamento de dezembro. Se confirmado, o valor cravará um novo recorde fiscal para Mato Grosso, superando de forma esmagadora a previsão inicial fixada na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que estimava uma receita total de R$ 40,2 bilhões.
A aceleração na receita de 2026 expõe uma contradição flagrante com o planejamento de médio prazo do próprio governo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê para o ano de 2027 um orçamento estimado em R$ 42,1 bilhões. Na prática, a arrecadação real deste ano será cerca de R$ 5 bilhões superior ao que o Palácio Paiaguás projeta arrecadar no ano subsequente.
Os impressionantes resultados do caixa estadual dão musculatura e renovam o arsenal de críticas dos deputados estaduais. Parlamentares de oposição e até membros independentes e da base governista vêm apontando reiteradamente que a equipe econômica do governo adota uma estratégia deliberada de subestimar as peças orçamentárias encaminhadas ao Legislativo.
Ao aprovar orçamentos propositalmente "modestos", como os R$ 40,2 bilhões aprovados para este ano, o governo ganha margem para remanejar o excesso de arrecadação por meio de decretos de créditos suplementares, reduzindo consideravelmente a necessidade de aval prévio dos deputados para a destinação de bilhões de reais.
Os parlamentares cobram que a realidade fiscal do estado seja refletida com maior transparência e precisão técnica nas projeções legais enviadas à Casa de Leis.
Mês a mês
A comparação detalhada do comportamento das receitas tributárias entre 2025 e 2026 evidencia picos expressivos de arrecadação, apesar de uma retração acentuada verificada no último mês do período. O ano começou aquecido, saltando de R$ 3.068.211.615,81 em 2025 para R$ 3.385.750.847,66 em 2026. Uma forte alta de +10,35%.
Já em fevereiro registrou estabilidade com leve viés de alta, passando de R$ 3.696.676.511,26 (2025) para R$ 3.784.161.456,05 (2026), um crescimento de +2,37%. Março foi o mês de maior aceleração do período, disparando de R$ 3.892.822.702,73 no ano passado para impressionantes R$ 4.542.002.693,46 em 2026, incremento expressivo de +16,68%.
O mês de abril teve um comportamento estável, com R$ 4.064.397.964,39 em 2025 contra R$ 4.131.954.783,85 em 2026, variação positiva de +1,66%. Já maio voltou a registrar forte aceleração, subindo de R$ 3.748.450.256,95 no ano anterior para R$ 4.219.448.179,65 em 2026, alta de +12,56%.
Até os primeiros 15 dias deste mês já foram arrecadados R$ 3.107.806.571,47. A tendência é que os números alcancem o que foi arrecadado no mesmo período de 2025, que foi de R$ 3.609.825.252,54.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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