DEU EM A GAZETA 11.02.2026 | 06h40

pablo@gazetadigital.com.br
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A base governista da Assembleia Legislativa (ALMT) ainda estuda formas de tentar barrar o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta formação de cartel para fraudar contratos Secretaria de Estado Saúde (SES) durante a pandemia da covid-19, desmantelada no âmbito da Operação Espelho em 2023, época em que foi apresentado o requerimento, pelo deputado Wilson Santos (PSD), para instalar a investigação no Legislativo.
Além dos questionamentos que serão apresentados à Mesa Diretora, a base do governo Mauro Mendes (União) não descarta ingressar na Justiça para anular a leitura do requerimento da CPI.
O líder do governo deputado Dilmar Dal Bosco (União) ainda insiste na tese que alguns parlamentares que assinaram a CPI não teriam mais interesse. Entre os nomes que ele cita é do primeiro-secretário do parlamento, Dr João (MDB).
Contudo, foi o próprio Dr João que recebeu o requerimento após sua leitura e encaminhou para a Procuradoria Legislativa. Ele também alega que o deputado Juca do Guaraná (MDB) e Chico Guarnieri (PRD) teriam mais interesse na CPI.
Outra estratégia analisada é fazer com que os Blocos Parlamentares governistas não indiquem nenhum nome para a CPI. Porém, de acordo com o regimento interno, caso não apresente os nomes em até 5 dias, caberá ao presidente da Assembleia, no caso Max Russi (PSB), indicar os nomes.
Apesar da reclamação da base aliada, que acabou comendo mosca a não perceber a leitura, já que o regimento apenas solicita que o pedido tenha pelo menos 1/3 de assinaturas (8 assinaturas). Atendidos os requisitos, a criação da CPI não pode ser barrada, já que é um direito das minorias e não depende de votação em plenário para ser instalada.
Operação Espelho
A operação descobriu uma suposta organização criminosa que atuava para fraudar e controlar os contratos e licitações do Estado durante os dois primeiros anos da pandemia da covid-19 em Mato Grosso. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os empresários teriam auxílio e orientação de servidores da saúde para concretizar as fraudes. 21 pessoas chegaram a ser denunciadas.
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