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preso em brasília 07.02.2026 | 09h50

O que diz a perícia da Polícia Federal sobre a saúde de Bolsonaro; confira ponto a ponto

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Scarlett Rocha/Agif/Estadão Conteúdo - 03.09.2025

Scarlett Rocha/Agif/Estadão Conteúdo - 03.09.2025

A Polícia Federal concluiu nesta semana, em laudo médico encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a avaliação do estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília.

 

O documento analisou diagnósticos, riscos clínicos e as condições necessárias para o cumprimento da pena em ambiente prisional. Veja, abaixo, os principais pontos.

 

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Avaliação geral
Os peritos apontaram estabilidade clínica. As doenças crônicas do ex-presidente estão sob controle com medicamentos e acompanhamento médico.

 

O quadro atual não exige internação hospitalar nem transferência para hospital penitenciário, na avaliação da Polícia Federal.

 

Doenças confirmadas
A perícia confirmou a existência de:

 

- Hipertensão arterial, controlada com remédios, com registros de tontura ao se levantar;
- Apneia obstrutiva do sono em grau grave, com uso de aparelho - CPAP (aparelho para apneia);
- Obesidade clínica;
- Aterosclerose, com placas nas artérias carótidas;
- Doença do refluxo gastroesofágico, com inflamação no esôfago;
- Sequelas de múltiplas cirurgias abdominais, com risco de dor e obstrução intestinal;
- Histórico de lesões de pele tratadas cirurgicamente.

 

Condições descartadas
Os peritos não encontraram elementos suficientes para confirmar:

 

- Pneumonia bacteriana recorrente;
- Anemia;
- Perda severa de massa muscular;
- Depressão.

 

Risco de morte
O laudo da Polícia Federal confirma a existência de risco de morte para Bolsonaro, mas ressalta que esse risco está condicionado à ausência de tratamento e monitoramento adequados.

 

Os peritos da PF responderam afirmativamente a perguntas específicas formuladas pela defesa que abordavam o risco de morte em cenários de falta de assistência.

 

O laudo confirmou que a ausência de medidas como monitoramento clínico diário, controle de pressão arterial e administração regular de fármacos “pode resultar em descompensação clínica súbita com risco concreto de morte”.

 

Além disso, o documento constatou que a interrupção ou irregularidade no uso do CPAP em um paciente com o quadro de Bolsonaro “eleva significativamente o risco de morte súbita, AVC e deterioração cognitiva”.

 

Também foi confirmado que a não observância de medidas médicas específicas pode acarretar complicações graves, incluindo “morte súbita”.

 

Apesar de confirmarem esses riscos potenciais, os peritos concluíram que, no momento, as doenças crônicas de Bolsonaro “encontram-se sob controle clínico medicamentoso e/ou não medicamentoso”.

 

Risco neurológico
O laudo apontou sinais de desequilíbrio na marcha e instabilidade em testes físicos. Esse quadro aumenta o risco de quedas, especialmente diante do uso de vários medicamentos ao mesmo tempo.

 

Os médicos recomendaram investigação neurológica complementar para identificar a causa do problema.

 

Necessidades médicas diárias
A Polícia Federal indicou a necessidade de:

 

- Monitoramento clínico diário;
- Controle rigoroso da pressão arterial;
- Hidratação adequada;
- Administração regular de medicamentos;
- Acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem;
- Atendimento médico imediato em caso de intercorrência.

 

Avaliação do local de custódia
Bolsonaro está em uma Sala de Estado Maior com estrutura privativa, banheiro, área externa e apoio médico permanente. Apesar da ausência de ambulatório próprio no batalhão, há médico de plantão e suporte avançado de saúde.

 

A perícia sugeriu adaptações no espaço, como instalação de barras de apoio e sistemas de emergência, para reduzir o risco de acidentes.

 

Próximos passos
Com a divulgação do laudo, o STF abriu prazo de cinco dias para que a defesa e a PGR se manifestem. Os advogados de Bolsonaro informaram que um médico pessoal do ex-presidente deve apresentar um laudo complementar (leia mais abaixo).

 

Após esse período, o ministro Alexandre de Moraes deve decidir se mantém as atuais condições de custódia ou se haverá mudança no regime, incluindo eventual prisão domiciliar.

 

Resposta da defesa
Em nota à imprensa, a defesa de Bolsonaro afirmou que o laudo médico da PF não autoriza, de forma expressa, a manutenção do ex-presidente na Papudinha.

 

Segundo os advogados, o documento apenas descarta internação hospitalar imediata, mas aponta risco concreto de descompensação clínica, possibilidade de morte súbita e novas quedas caso não haja cuidados rigorosos.

 

A defesa também destacou que a análise médica ainda não terminou e aguarda parecer do médico indicado como assistente técnico da perícia da PF.

 

Veja a nota completa:

 

A defesa do Presidente Jair Bolsonaro, diante das informações veiculadas na imprensa após a divulgação do laudo médico oficial, vem a público esclarecer que o referido documento não conclui, de forma expressa, pela possibilidade de manutenção do Presidente no atual local de custódia.

 

O laudo se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata, consignando, contudo, que o quadro clínico descrito exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas. O próprio documento reconhece que a eventual ausência dessas medidas pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas.

 

A defesa ressalta, ainda, que a avaliação técnica não se encontra encerrada, estando pendente a apresentação do parecer do médico indicado como assistente técnico, que complementará a análise sob a perspectiva da compatibilidade entre o estado de saúde do Presidente e o regime de custódia atualmente imposto.

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