'NÃO ACREDITO NESSA HISTÓRIA' 21.10.2026 | 11h00

redacao@gazetadigital.com.br
João Vieira
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) saiu em defesa dos 13 vereadores de Várzea Grande, alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (GAECO-MT), nesta terça-feira (20), para investigar suspeitas de compra de votos e outras irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar colocou em dúvida as denúncias e questionou o tempo transcorrido entre a eleição e a ação policial.
Em entrevista à imprensa, Júlio afirmou que recebeu com surpresa a operação, e observou atitudes questionáveis. Mas evitou comentar a possível compra de votos, objeto inicial da denúncia.
“Eu não acredito muito nessa história, porque, se houve essa compra de voto, houve também uma disputa renhida. O Wanderley ganhou a eleição do Lucas por um voto. Quer dizer, há uma bancada hoje bastante disputada lá em Várzea Grande”, afirmou.
O deputado também questionou a demora para a deflagração da operação. Segundo ele, a eleição da Mesa ocorreu em maio, enquanto a ação foi realizada apenas em outubro, o que, na avaliação dele, causa estranheza.
“É meio estranho, né? Porque a mesa foi em maio, para fazer uma operação agora em outubro, novembro”, disse.
Na mesma entrevista, Júlio comparou o caso às denúncias envolvendo a administração da prefeita Flávia Moretti (PL). Ele afirmou que, apesar das acusações que já vieram a público contra a gestão municipal, não percebeu o mesmo avanço nas apurações.
"Estranho. Há várias denúncias que foram feitas em relação à administração municipal. A gestão da prefeita Flávia Moretti e nunca houve nenhum prosseguimento. Essa da Câmara Municipal também, não sei se tem fundamento ou não", concluiu.
A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação apura possíveis práticas de corrupção, cooptação de agentes públicos e obtenção de vantagens indevidas relacionadas à escolha da direção do Legislativo municipal.
A eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e uma nova escolha deverá ocorrer até dezembro.
Operação Cathedra Venalis
A ação mobilizou mais de 200 agentes de diferentes forças de segurança e teve como alvos vereadores de Várzea Grande, os parlamentares cuiabanos Ilde Taques e Alex Rodrigues, o suplente Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.
A força-tarefa reúne o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, além das polícias Militar, Civil e Penal e do Sistema Socioeducativo.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.