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sem mudar o que 'dá certo' 27.03.2026 | 09h43

Mauro cita 'corrupção e incompetência' como ameaça caso vice não seja sucessor

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O governador Mauro Mendes (União) voltou a dizer, esta semana, que uma ruptura no modelo de administração que ele adotou a frente do governo do Estado poderia dar abertura para a “corrupção e incompetência”. A fala foi feita em mais uma manifestação de apoio à candidatura do seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à sucessão de Mendes.
“Não podemos correr o risco de ter uma ruptura naquilo que está dando certo. Olha o que aconteceu em 2010, olha o que aconteceu no governo anterior. Corrupção e incompetência quase quebraram o estado de Mato Grosso”, afirmou.


A fala faz referência ao ex-governador Silval Barbosa (2010-2014), que protagonizou o noticiário nacional por liderar um grandioso esquema de desvio de dinheiro público. Por outro lado, o governo anterior ao de Mendes foi o de Pedro Taques (2015-2019), que entregou o estado quebrado, segundo avaliação do chefe do Executivo.


Na sua fala, o governador destacou a experiência de Pivetta como prefeito de Lucas do Rio Verde e os sete anos ocupando a vice-governadoria do Estado. Para Mauro, ele tem o perfil necessário para assumir a gestão.

 

Leia também - Ananias rebate fala de Mauro sobre experiência de Wellington e diz que é para 'criar narrativa'


Em outras entrevistas, Mauro chegou a dizer que falta experiência ao senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato que lidera as primeiras pesquisas de intenção de voto. Disse também que ele nunca foi sequer prefeito. Na segunda-feira (23), o presidente do PL, Ananias Martins Filho, saiu em defesa do correligionário.


“Se for assim, ele [Mauro Mendes] não pode ser senador da República porque para senador ele tinha que passar pela vereança primeiro ou ser deputado estadual. Então ele não pode ser senador da República”, disse.


“Eu não vou discutir essas frases criadas por marqueteiro e por gente que quer criar narrativa”, declarou o líder do PL em Mato Grosso.


Apesar de ter declarado apoio antecipado à Pivetta, Mauro Mendes ainda tem que líder com a vontade do senador Jayme Campos (União) de concorrer ao Governo. O chefe do Paiaguás, que é presidente estadual da legenda, insiste que ele busque a reeleição ao Senado ou, se insistir, que apresente seu projeto na convenção do partido.


Irmão de Jayme, Júlio Campos (União) disse que a executiva nacional do partido pode ser acionada para impor a candidatura do senador e sugeriu que um dos dois, Mauro ou Jayme, podem ter que deixar o partido em decorrência da disputa.

 

Renúncia

Mauro Menndes anunciou a saída do cargo para disputar o Senado em outubro. O comunicado foi divulgado na quinta-feira (26) e o vice assume o comando do Estado já na terã-feira (31).

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